Entrevista: Guto Mota

O vice-prefeito de Tejuçuoca, João Augusto Goes Mota, Guto Mota, concedeu uma entrevista para o blog. Guto concorre ao lado de José Antunizio de Brito, o prefeito Britinho, a mais um mandato.

Leia a entrevista abaixo.

A eleição de 2020 foi histórica, derrubando um grupo que estava no poder há 16 anos. O que espera dessa, de 2024?

2020 foi uma eleição histórica. Recebemos o município quebrado e endividado. Dívida com funcionários (folha de pagamento), Rombo no TEJUPREV, obras inacabadas, prédios públicos sucateados, sucateamento da frota, dívidas com fornecedores, cidade esburacada e acabada, etc. Trabalhamos muito nesses primeiros anos e hoje Tejuçuoca vive dias melhores. Buscamos continuar o trabalha e avançar cada vez mais.

A ex-prefeita Heloide Estevam foi derrotada em 2020 e se tornou a primeira prefeita e prefeito do município a não se reeleger, o prefeito Britinho foi eleito com discurso de mudança, o que mudou de fato nestes quatro anos?

Bom uso do dinheiro público, povo é o verdadeiro patrão, valorização das pessoas de Tejuçuoca, valorização dos servidores, resgate da credibilidade (obras tem inicio e fim), população de Tejuçoca tá mais feliz e com autoestima elevada. Obras em todas as localidades, trabalho durante os 4 anos e não somente perto da eleição, etc. Mudou muita coisa pra melhor.

Existe críticas a saúde do município, o que responde a esses críticos?

Sempre tem críticas. Vamos continuar melhorando sempre. Hoje temos vários especialistas que atendem em Tejuçuoca, atendimentos nas localidades, melhorias no hospital, etc. Vamos buscar corrigir os erros e melhorar na área de saúde.

Como está a saúde financeira do município, dívidas e orçamento?

Tejuçuoca vive um momento em que o dinheiro público é bem empregado.

Temos muito a fazer nos próximos 4 anos. Tejuçuoca precisa continuar avançando cada vez mais.

Começa o horário eleitoral; assista ao primeiro de SP

Hoje começou o horário eleitoral no rádio e na TV. Em São Paulo, o candidato Ricardo Nunes (MDB) pegou praticamente o horário todo e apostou no primeiro programa nas realizações do mandato, origem da periferia e família.

Tentando a reeleição, Nunes tem uma coligação de 12 partidos.

Guilherme Boulos (PSOL) tem alguns minutos e apostou no presidente Lula (PT).

José Luiz Datena (PSDB) e Tabata Amaral (PSB), tem alguns segundos.

Já Pablo Marçal (PRTB), que vem surpreendendo nas pesquisas, não tem tempo de TV.

A ascensão de Marçal incomoda muita gente

Mais uma pesquisa que confirma a ascensão de Pablo Marçal (PRTB) na disputa pela prefeitura de São Paulo. Agora do Paraná Pesquisas, a pesquisa mostrou Marçal com 17,9%, atrás de Ricardo Nunes (MDB), que tem 24,1%, e Guilherme Boulos (PSOL), com 21,9%.

A campanha contra Marçal já começou e parte de todos os lados, da imprensa a adversários. Vai se intensificar com essa subida dele nas pesquisas.

Com o horário eleitoral será pancada no Marçal, que não tempo de TV, para se defender e contra-atacar. Dizem que para não dar palco para Marçal os adversários estão cogitando não irem nos próximos debates.

É o medo de um outsider que está conquistando corações e mentes ganhar o poder da principal cidade do país desbancando partidos tradicionais, de direita, esquerda e centro, o establishment.

Em Tejuçuoca, antigos rivais se unem

A oposição de Tejuçuoca/CE fechou a chapa que disputará a eleição municipal de outubro. O ex-prefeito Edilardo Eufrásio (MDB) tentará voltar ao cargo tendo como vice a ex-vereadora Zélia Mota (PP).

Na tarde de segunda-feira, 22, o deputado estadual e secretário das cidades Zezinho Albuquerque selou a aliança que vai desafiar o atual prefeito Britinho (Republicanos) e o vice-prefeito Guto Mota.

Zélia é casada com o vereador João Matos, que até pouco tempo era secretário de agricultura de Britinho. E, no passado, tanto Matos como Zélia disputaram a prefeitura da cidade contra Edilardo.

Agora no mesmo lado juntam forças para tentar derrotar o atual prefeito.

Pablo Marçal pode mudar o rumo da eleição de SP?

Pesquisa Atlas/CNN divulgada nesta terça-feira, 28, mostra Guilherme Boulos (PSOL) 17 pontos a mais que o atual prefeito Ricardo Nunes (MDB). O grande responsável por essa queda de Nunes é Pablo Marçal (PRTB), que entrou nos últimos dias na disputa e já aparece com 10,4%, passando Tabata Amaral (PSB), José Luiz Datena (PSDB) e Kim Kataguiri (União).

O coach Pablo Marçal ficou em evidência por conta da tragédia no Rio Grande do Sul, tanto em promover campanhas de arrecadações quanto por acusações de que estaria espalhando mentiras sobre as Forças Amardas e o governo, sobre uma suposta inércia do Estado em resposta à catástrofe.

Marçal tem mais de 10 milhões de seguidores só no Instagram. Ele tentou ser candidato a presidente da República em 2022, mas sua candidatura naufragou por briga dentro do partido PROS e se candidatou a deputado federal, conseguido 243.037 votos, mas pela confusão partidária teve o registro de candidatura indeferido e não tomou posse.

Será que Marçal terá fôlego para arrancar e ir para o segundo turno sem tempo de TV? Vai repetir o feito de Jair Bolsonaro, que foi para o segundo turno presidencial de 2018 com 7 segundos de tempo de TV? A candidatura de Marçal vai ser mais desafiadora porque muito provavelmente sua candidatura não terá tempo de TV e para comparecer aos debates será preciso ser convidado pelas emissoras.

Segundo turno
A pesquisa não foi mais terrível para Nunes porque ele vence tanto Boulos como Tabata no segundo turno. Mas ambas as vitórias seriam dentro da margem de erro, ou seja, acontece um empate técnico nas duas simulações.

A direita vai renegar Nunes e apostar em Marçal?

A pergunta que fica é se o eleitor de direita vai renegar o candidato oficial de Bolsonaro e caminhar com o coach.

A direita está rachada em São Paulo. Enquanto o bolsonarismo decidiu apoiar o prefeito, negando candidatura a um nome mais ideológico do grupo, como Ricardo Salles, vencendo a ala pragmática do PL, os eleitores ainda tem dificuldade de levantar bandeira para Ricardo Nunes.

E a indecisão de Nunes em relação ao vice começa a causar desconforto. Bolsonaro não abre mão de indicar e quer o Coronel Mello Araújo. Será que se o prefeito não escolher o nome de Bolsonaro o ex-presidente abandona o prefeito? Veremos.