Modus operandi da esquerda

Triste o que virou a esquerda brasileira. Como perdeu a capacidade de ganhar no argumento e no voto, vive de narrativas (muitas fraudulentas).

Sem conseguir conquistar mentes e corações partiu para destruição dos adversários e na maioria das vezes com mentiras.

Só nessa campanha eleitoral inventaram dois factoides contra dois governadores bem aprovados que devem voltar a vencer no primeiro turno em seus estados.

Em São Paulo, o candidato Fernando Haddad criou da cabeça dele que policiais seguiram e intimidaram o seu motorista. Foi desmascarado por uma investigação das autoridades.

Em Santa Catarina, um bando de arruaceiros armou uma arapuca para acusar a PM de agredir uma suplente do candidato petista a senador. A armação também foi desmascarada.

Diz defender a democracia, mas só é democracia se não existir direita e só a esquerda no poder sem alternância. Diz ser a “turma do amor”, mas o diálogo com quem pensa diferente é “uma boa bala, uma boa pá e uma boa cova”. Chama os outros de fascistas, mas na véspera da eleição convida para comer bolo tentando convencer a votar no seu candidato.

A esquerda se desespera por agora ter concorrência. Perdeu, Mané!

Dois pesos, duas medidas

O mundo gira cada vez mais rápido. Muitos alertavam (inclusive este escriba) que quem comemorava os abusos do ministro Alexandre de Moraes contra a direita um dia poderia se inverter. Não deu outra. Agora estão puxando as cuecas e calcinhas reclamando que o ministro André Mendonça passa por cima de uma prerrogativa do executivo (indicar o diretor-geral da PF).

O novo ato da guerra Moraes x Mendonça é o afastamento do Andrei Rodrigues. As acusações contra ele são graves, mas não sei se Mendonça extrapolou – acho que não e pegou leve só pelo afastamento, caberia uma preventiva.

Mas o que pega são os precedentes abertos não só pelo Moraes. Vem de antes dele com os afastamentos do Eduardo Cunha, Renan Calheiros e Aécio Neves. E Gilmar Mendes impedindo Lula virar ministro de Dilma. Moraes chegou a afastar de ofício do cargo o governador reeleito Ibaneis Rocha após os atos no 8 de janeiro de 2023. No bloqueio da rede social X, escrevi “A esquerda que apoia as irregularidades de Moraes por emparedar a direita vai pagar nas urnas.” Pagou em 2024 e pode pagar agora em 2026.

Moraes também impediu Jair Bolsonaro de indicar Alexandre Ramagem para diretor-geral da PF acusando uma proximidade dele com a família do então presidente. A esquerda que ontem comemorava um indicado do presidente barrado, hoje se revolta.

Virando à direita

América do Sul está fazendo uma guinada para direita. Com a vitória de Aberlardo de la Espriella na Colômbia e a cada vez provável vitória de Keiko Fujimori no Peru, só sobrará o Brasil e Uruguai de países governados pela esquerda.

Teremos eleições no Brasil em outubro e o Uruguai é nosso “café com leite”: pequeno e sólido politicamente. Se o presidente Lula não for reeleito, o mapa sul-americano será pintado praticamente todo de azul.

Essa onda direitista seria impensável na primeira década do século 21 e há 3 anos a esquerda dominava o cone sul do continente americano. Essa virada se deve ao enfado da população das políticas públicas que se mostraram fracassadas quando executadas. Mas os eleitos precisam ter cuidado para não repetir a desilusão popular para os que estão saindo e propiciar o seu retorno.

América de Sul está se libertando!

Esquerda optou pelo tapetão

A esquerda brasileira – o fenômeno é mundial – perdeu contato com a população e até com a parte mais identificada com ela. Não consegue mais dialogar e cativar. As mídias sociais explicam um pouco esse fenômeno.

Enquanto a direita surfa no ambiente digital, a esquerda engatinha. Mas é mais complexo. O mundo mudou e as políticas de esquerda não acompanharam essa mudança.

Restou a esse campo político-ideológico a judicialização. Sem força no parlamento, busca-se o judiciário para governar. Se não consegue derrotar um adversário nos argumentos, nas propostas, busca-se tirá-lo do jogo na justiça em artimanhas jurídicas.

PT, PSOL e Rede são campeões de recorrer ao judiciário quando contrariados ou para neutralizar um adversário forte. Essa estratégia é perigosa para a própria esquerda porque abre precedentes que lá na frente poderão ser usados contra quem abriu eles. E é péssimo para a democracia que definha quando o judiciário vira arma política de um dos lados.

Huck acertou sobre o BF

O apresentador Luciano Huck fez um comentário sobre o programa Bolsa Família desagradando muitos e, óbvio, distorceram a sua fala na pura maldade para farmar likes, views e para discurso político. Aliás, o programa Bolsa Família tem gênese liberal e muitos economistas de esquerda criticavam a ideia de uma renda básica.

A ideia de unificar os programas sociais aconteceu porque o Fome Zero foi um fracasso retumbante no primeiro governo Lula, que aceitou o conselho do então governador de Goiás, Marconi Perillo, sob críticas desses mesmos economistas e pessoas do próprio governo.

Voltando ao Huck, a sua fala foi apontando problemas no programa que afetam o desenvolvimento do país. Não pediu o fim dele. Vários municípios nos rincões o BF virou o carro-chefe da economia local e os dependentes do auxílio perderam o estímulo de procurar trabalho seja por falta dele ou acomodação.

Mas é mais fácil acusar o apresentador de ser elitista preconceituoso divulgando o seu alto salário, explorando itens caros que os filhos usam como se fosse crime ser rico.