Dia histórico

O deputado Hugo Motta (Rep/PB) deixa sua marca na presidência da Câmara dos Deputados depois do primeiro ano conturbado por confusões.

Ao colocar em pauta e articular um texto que conseguisse apoio para o fim da escala 6×1 (472 votos no 1° turno e 461 no 2°), Hugo deixa seu nome na história, como o antecessor Arthur Lira na reforma tributária e Rodrigo Maia na reforma previdenciária. De quebra poderá contar com apoio do presidente Lula na sua recondução à presidência da Câmara e fazer seu pai senador.

Lula abraçou a ideia de acabar com a escala 6×1 que foi puxada pela deputada Erika Hilton (PSOL/SP) em parceria com o seu correligionário e vereador da cidade do Rio de Janeiro, Rick Azevedo. O presidente viu nessa bandeira e na reforma do IR oportunidades de ganhar popularidade visando a eleição.

Tirando esses pontos eleitorais, o que é normal, a derrubada da escala 6×1 e diminuição da jornada de trabalho das 44h para 40h em um ano é vitória do trabalhador. Desde a promulgação da Constituição em 1988 não se tocava na jornada trabalhista.

É claro que precisa olhar para os empresários, principalmente para os micros, mas o terrorismo de que vai gerar desemprego, inflação, que o país não tem produtividade para tal diminuição não passa do mesmo discurso tacanho quando da implantação do 13° salário e até no fim da escravidão.

Lula contribuiu para crise Master-BRB

Ao impedir a venda do Master para o BTG, o presidente provocou o rombo no banco público de Brasília, nos fundos de previdência e no FGC

O caso Banco Master é uma novela que está longe do final. Várias reviravoltas acontecerão. Depois do Flavio Bolsonaro ser engolfado no escândalo, chegou a vez de Lula.

A reunião secreta que o presidente teve com Daniel Vorcaro acompanhado por Gabriel Galipolo, a pedido de Guido Mantega, teve desdobramento com reportagens no UOL e Poder 360.

O UOL mostra o plano de venda do Master para o BTG, do André Esteves. Vorcaro mostrou o plano para Lula na reunião e o presidente fez ele desistir xingando o ex-presidente do BC Campos Neto e criticando Esteves.

Toda a confusão que teve início na tentativa frustada de compra do Master pelo Banco de Brasília teria sido evitada se Lula não tivesse incentivado Vorcaro não se desfazer do Master para o BTG. A partir dali Vorcaro tentou salvar o seu banco por meio de dinheiro público via fundos de previdência de cidades e estados por meio de influência política, além do rombo que deixou no BRB, no FGC e nos fundos de previdência.

TCHAU, BESSIAS!

A indicação do presidente Lula de Jorge Messias para o STF foi rejeitada. Fato inédito desde 1988 e não acontecia desde 1894.

Foram 42 votos contra e 34 a favor da indicação. Precisava de 41.

A votação na CCJ do Senado foi um presságio do que aconteceria no plenário. Messias passou por apenas 2 votos a mais dos 14 necessários (16 a 11). O governo precisou manobrar fazendo trocas de integrantes da comissão.

Venceu o Brasil!

Lula pode ter fim político melancólico

Pesquisa Quaest mostra Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Lula (PT) em uma disputa de segundo turno confirmando outras pesquisas.

Lula derrete e caminha para se juntar a Jair Bolsonaro como presidentes em exercício que não conseguiram a reeleição. A rejeição ao atual governo é de 52% e 60% não querem a reeleição do atual mandatário. O mau humor com o atual governo não deve mudar até outubro. Se o presidente não agradou boa parte da população em mais de 3 anos, dificilmente vai conseguir em poucos meses.

O cenário da eleição presidencial brasileira é parecido com a chilena, quando a candidata de esquerda venceu o primeiro turno, mas a união dos outros candidatos fez José A. Kast ser eleito com 60% dos votos no segundo turno.

Mesmo assim, a disputa será apertada como a última e Lula pode vencer novamente. Mas os escândalos, a descrença da população nas instituições (principalmente com ministros do STF e o governo os abraça perigosamente), crise econômica agravada por fatos externos tornam a missão muito difícil.

O medo do brasileiro entre Lula e Bolsonaro

Pesquisa mostra que a população tem mais medo da reeleição de Lula do que a volta de Bolsonaro representado pelo filho Flávio.

Diferença mínima e que pode mudar, mas que deve preocupar o PT.

Lula voltou para presidência com muitos dos votos nele em 2022 sendo pelo medo da reeleição do então presidente.

Com eleições cada vez mais decididas por décimos e as pessoas votando mais pela rejeição, o sinal amarelo pisca no governo.