O Brasil é um país extraordinário, tanto para o bem quanto para o mal.
Depois da direita fazer a choradeira dela por causa do PL que criminaliza a misoginia (ódio à mulher), agora é a vez da esquerda fazer a sua choradeira contra o PL que criminaliza o antissemitismo (ódio à judeu).
O mais engraçado é que ambos os lados usam a mesma desculpa para ser contra: acusando de ser censura. Esse povo não sabe o que é censura.
O antissemitismo é antigo e floresceu com força com a guerra entre Israel e Hamas. Você pode ser contra o massacre que Natanyahu fez em Gaza (aqui critico de forma dura) sem transbordar antissemitismo que muitas vezes alimenta a teoria conspiratória no qual os judeus estão por trás das mazelas do mundo e provocou “apenas” o Holocausto.
Quem concorda com a tese que os judeus são uma raça controladora das elites globais está alinhado com um famoso antigo líder que tinha um bigodinho.
O PL em questão foi proposto pela deputada federal Tabata Amaral (PSB/SP), que não tem a simpatia da esqueda nem da direita, por não se encaixar em rótulos nem fazer política fechada em uma ideologia, o que não significa que ela não tem posições – progressista e cosmopolita ou o português claro: liberal clássica. No caso dela a vejo como uma liberal social.

Jair Bolsonaro, mesmo internado para mais cirurgia, resolveu escrever de próprio punho uma carta dirigida ao povo brasileiro confirmando sua indicação de Flávio Bolsonaro como o seu pré-candidato a presidente da República na tentativa de pacificar a própria família e dissipar qualquer dúvida sobre quem é seu escolhido para lhe representar na eleição de 2026.
