A lei antiterrorismo, que está para ser votada pelo Senado Federal, está causando rebuliço no pessoal de esquerda. Afirmam que tal lei não vai diminuir a violência e é uma ameaça à democracia, que já existem leis para coibir vândalos em manifestações. Ocorre que ainda não foi feita uma lei antiterrorismo no Brasil.
E não se sustenta que tal lei seria uma ameaça à democracia, à liberdade de expressão e que inibiria manifestações contra o governo. Liberdade de expressão e livre manifestação são asseguradas pela Constituição Federal. Ninguém quer mexer nesse direito, mas precisamos sim de uma lei contra os que andam causando terror nas ruas do país, quebrando agências bancárias, destruindo carros de polícia, comércios de grandes e pequenos empreendedores, queimando ônibus etc.
Os Black Blocs agora têm uma morte nas costas, a de Santiago Andrade, cinegrafista da Band. Quem apoia e até financia a prática de terror para conseguir êxito de alguma causa, também está com as mãos sujas de sangue de Santiago.
E não vamos relativizar a morte do jornalista, comparando a repercussão com outros casos. Isso é patético. Não se trata de censura, regime de exceção, é apenas para restabelecer o mínimo da ordem que foi perdida neste país em algum dia do mês de Junho de 2013. Quer protestar contra a Copa, a FIFA, o governo, contra a Dilma, a inflação, contra os políticos, contra os partidos atuais, contra a política, contra “tudo isso que está aí”? Beleza. Mesmo que isso, pra mim, não resolva os problemas do país. Mas é um direito, que todos têm, de protestar.
O que não pode é destruir o patrimônio público e privado em nome de uma “causa”. Destruir um banco porque é um símbolo do capitalismo. Isso é tão década de 1960… Vamos amadurecer um pouquinho. Essa de revolucionário (com Iphone e tênis da Nike) é coisa de romântico tolo. Hoje em dia, século 21, não tem mais lugar para certas utopias. E nunca confundir liberdade com libertinagem. Democracia sem ordem é anarquismo.