
Esquerdistas são os primeiros a saírem pelas ruas protestando por tudo que não concordam. As jornadas de junho 2013 marcaram uma onda de manifestações pelo país que começou com pequenos protestos de movimentos sociais contra o aumento de R$ 3 para R$ 3,20 na passagem de ônibus e metrô, em São Paulo. A forte repressão da PM paulista fez a grande maioria da população ficar do lado dos manifestantes e ir para rua engrossar os protestos.
Os protestos viraram uma catarse coletiva “contra tudo que está aí”, contra a corrupção, os péssimos serviços públicos. Os antipetistas viram a chance de levar para rua o sentimento de revolta contra o partido que está há 12 anos no poder. O MPL conseguiu um dos objetivos lá do início: foi revogado o aumento de R$ 0,20 nas passagem em várias capitais. Mas apareceram os chamados black blocs e passaram a quebrar o patrimônio público e privado, a tocar o terror quebrando tudo que “representa o capitalismo”. O MPL saiu das ruas acusando a extrema direita de se “apropriar das manifestações”.
Depois de uma eleição bastante polarizada e disputada, um sentimento de insatisfação com o resultado das urnas ganhou força, principalmente entre os antipetistas. Várias manifestações depois do segundo turno das eleições já foram feitas e devem continuar em 2015. Petistas, militantes e esquerdistas chamam essas manifestações de “golpe dos coxinhas-reacionários-fascistas” que não aceitam que perderam. Agindo dessa forma a esquerda mostra que quer o monopólio das manifestações de rua.
Não importa se são 1 milhão, 100 mil, 10 mil, 5 mil, 500 ou 5 pessoas manifestando. Toda manifestação pacifica, seja de direita ou de esquerda, tem que ser respeitada. Há dois grupos nessas manifestações. Um é contra o PT e o governo Dilma: os que pedem punições aos envolvidos no escândalo na Petrobras, o “Petrolão”. E os saudosistas dos militares no poder falando sandices e pedindo “intervenção militar”. Apenas pessoas como Jair Bolsonaro pensam nisso. As Forças Armadas querem distância dessa gente. A ordem institucional está sólida. A democracia brasileira não corre risco de um novo golpe militar nem de cair numa ditadura “bolivariana comunista”.
