
Aécio Neves foi o candidato tucano que mais chegou perto de derrotar o PT e levar o PSDB de volta para presidência da República. Na eleição mais disputa desde a redemocratização em 1985, Aécio perdeu para a presidente Dilma por uma diferença “virtual”, de 3,5 milhões de votos (51,64% a 48,36%).
Essa diferença tão pequena têm vários motivos. O mais forte é o antipetismo que tomou uma proporção gigantesca e foi impulsionado pelos escândalos sucessivos no governo petista durante esses mais de 10 anos.
Mas não é só por isso. As trapalhadas do primeiro mandato de Dilma Rousseff, o baixo crescimento da economia, uma inflação persistente e o desgaste de 12 anos do PT no poder também influenciaram.
Então por que Aécio não venceu? Porque apesar disso o governo conseguiu segurar o emprego e a renda dos brasileiros nos últimos quatro anos, agora a conta chegou e o governo precisa fazer o ajuste fiscal que tanto negou na campanha de 2014. E isso derrubou a popularidade de Dilma para só 13% de aprovação (último Datafolha).
Outro fator que impediu a vitória de Aécio foram os “esqueletos” do neto de Tancredo Neves; aeroporto de Cláudio-MG, fama de playboy, recusa em fazer o teste do bafômetro, de viver mais nas praias cariocas do que no gabinete de governador de Minas Gerais e outras controvérsias – algumas maldosas e até caluniosas.
A última foi essa matéria da Folha de São Paulo, que diz que Aécio usou helicóptero e um jatinho pertencentes ao Estado de Minas Gerais, ou seja, do governo mineiro, após a saída dele do governo em 2011 e 2012. Sua assessoria disse que Aécio usou o helicóptero do governo a serviço do Estado, já que ele é senador por Minas Gerais.
As controvérsias de Aécio Neves é o grande gargalo para ele chegar ao topo da República, mas ele continua sendo o tucano com mais chances de vitória na próxima eleição presidencial, inclusive na frente de Lula, o que é um paradoxo.