Voto impresso

O voto impresso é uma arma em defesa da urna eletrônica, os que são contra a urna eletrônica perderiam um forte argumento contrário ao voto eletrônico

urna-eletronica

Depois do segundo turno da última eleição presidencial, onde a presidente Dilma Rousseff (PT) saiu vitoriosa com pequena margem de votos contra o Senador Aécio Neves (PSDB/MG), sugiram muitos questionamentos sobre o uso da urna eletrônica nas eleições principalmente de eleitores do lado derrotado.

Sou defensor da urna eletrônica. Seria um grande retrocesso voltar com o modelo antigo na hora do voto com cédulas de papel em pleno século 21 e na era digital. Os críticos da urna eletrônica argumentam que só o Brasil usa esse modelo. Que nações desenvolvidas não usam o voto digital, o que é ser muito jeca e não reconhecer essa conquista do nosso país: temos o modelo de votação mais rápido do mundo – e é seguro.

Na eleição de 2012 para prefeito de Curitiba (PR), por exemplo, em 30 minutos após o encerramento da votação o vencedor do pleito já era conhecido e com uma hora de apuração era finalizada a totalização de 100% dos votos.

Mesmo o Brasil sendo um país continental, com vários fusos horários, os vencedores das últimas eleições presidenciais foram conhecidos antes das 10 da noite. Outros países a demora é de dias para saber quem será seu governante.

Mas não vejo problema nenhum de aprimoramentos do voto eletrônico. O voto impresso pode ser incorporado ao sistema de votação para que não paire suspeita ou dúvida sobre a eleição e a vontade soberana dos eleitores que foram votar e eleger o presidente, governador, prefeito, deputados, senadores e vereadores.

É óbvio que tem críticas ao o voto impresso. O STF suspendeu a aplicação do voto impresso para a eleição de 2010, que vinha na Lei 12.034/09, uma minirreforma eleitoral política. Entre outras justificativas estão o alto custo. Mas as eleição no Brasil já são caras. Ocorre que o voto impresso não é custo, mas investimento para a garantia que as eleições sejam limpas, com transparência e que a soberania popular seja respeitada. Também é discutível um possível salto de 1 minuto e meio para 10 minutos para o eleitor votar. Se for para garantir a legitimidade do resultado, não tem problema o eleitor ficar alguns minutos a mais na frente da urna. É o futuro do país que está em jogo.

Outra questão levantada sobre o voto impresso é que ele facilitaria a compra de votos, pois serviria de recibo para o eleitor levar ao candidato. Isso é muito fácil de resolver. Quando o eleitor terminar de votar e a urna eletrônica imprimir o voto, o eleitor depositaria esse comprovante numa caixa – podem ser usadas as urnas antigas. E esse comprovante ficaria em poder da justiça eleitoral para qualquer dúvida dos candidatos e partidos.

O voto impresso é uma arma em defesa da urna eletrônica, os que são contra a urna eletrônica perderiam um forte argumento contrário ao voto eletrônico.

Avatar de Desconhecido

Autor: João Paulo

Editor-chefe de Brasil Decide

Descubra mais sobre Brasil Decide

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading