O brasileiro é conservador na hora do voto

A eleição presidencial de 2014 foi cheia de reviravoltas. Começou com a presidente Dilma (PT) na dianteira, mas Marina Silva (PSB) empatou com ela assim quando entrou no lugar de seu companheiro de chapa Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo. Na primeira pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha com o nome de Marina, ela apareceu com 21% e, depois, com 35%; Aécio Neves (PSDB) caiu para 15%. No primeiro tuno, Aécio conseguiu 30% dos votos contando com brancos e nulos (33,5% dos votos válidos), enquanto Marina ficou com 19% (21,3% dos votos válidos).

PT e PSDB, cada um usando uma estratégia diferente, mas com objetivo igual, usaram de táticas de desconstrução de Marina Silva. O tucano usou a seguinte mensagem: “Aécio, o voto útil para derrotar o PT”, dizia o slogan. A campanha do tucano também usou a tática de juntar o nome de Marina ao do PT, mostrando que ela não saiu do partido durante a crise do mensalão, só posteriormente.

Afinal, o derretimento nos números de Marina foi por causa da desconstrução política do PSDB ou pela desconstrução feroz do PT/João Santana? Erros e contradições da candidata do PSB, como lançar um programa de governo sem a devida atenção e corrigi-lo depois, também ajudam a explicar Marina no papel que foi de Ciro Gomes na eleição de 2002. A outra opção é que o brasileiro é conservador na hora do voto. Não conservador de valores. Também, mas em não arriscar muito.

Em 2014, ele ameaçou algo novo, mas preferiu continuar com a polarização PT-PSDB que vem desde 1994. E, no segundo turno, optou pela continuidade. Em 2018, a história tem tudo para ser diferente e o ciclo do PT no governo chegar ao fim depois de 16 anos. Quem viver, verá.

Avatar de Desconhecido

Autor: João Paulo

Editor-chefe de Brasil Decide

Descubra mais sobre Brasil Decide

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading