
A infernizar a vida do trabalhador e destruir bens públicos e privados para “libertar o povo do inescrupuloso capitalismo e de políticos serviçais a ele”. Tudo muito romântico que não passa de retórica de revolucionário com tênis e celular produzido pelo malvado capitalismo. Defendo a livre manifestação de pensamento, ideias, ideologias, mesmo as mais idiotas e criminosas – o comunismo aniquilou milhões de pessoas inocentes. A Constituição permite manifestações livres, democráticas, críticas e ordeiras. Ela não permite manifestação como disfarce para grupos saírem destruindo a cidade. A polícia é que reprime, é violenta contra os manifestantes, dizem os organizadores.
Mais de 2 milhões de pessoas fora às ruas do Brasil em março de 2015 e não houve um incidente entre manifestantes e PM. Tanto as manifestações pró e contra o impeachment da presidente Dilma aconteceram e tudo normal. Só quando os protestos são promovidos pelo Movimento Passe Livre e grupos mascarados tomam a liderança acontece confusão e a polícia é obrigada a agir até de modo duro. A polícia tem obrigação de zelar a ordem pública e os bens tanto público como privado. Se não faz isso, não está cumprindo com sua obrigação.
Quem quebra patrimônio público e privado mesmo em nome de uma causa – nem que seja pela paz mundial – tem mais é que apanhar mesmo. Se levou bomba de gás na cara é porque alguma coisa fez.
Desculpe esse desabafo, mas não apoio vândalos que saem destruindo tudo. Se não gostou, tem quem goste, apoia e até financia esses criminosos mascarados por aí. Aqui, não. A PM/SP não é santa, muito pelo contrário. Mas sou contra manifestante protestando usando máscara, sou contra black bloc.
A passagem de ônibus e metrô aumentou de 3 para R$ 3,50 de 2013 pra cá, um aumento de R$ 0,50. Não teve protesto. Só agora com o aumento de R$ 0,30. Detalhe: abaixo da inflação de 2015, de 10,67%. Passe Livre não passa de um devaneio, de algo economicamente inviável. Tarifa zero significa que TODOS pagam mesmo quem não usa transporte público, não é justo. As prefeituras e os governos dos Estados arcariam a tarifa zero com subsídios para as empresas. É inviável economicamente. É preciso uma reforma no modelo de concessões no sistema de transporte público, mas sem quebrar a cidade, e substituir por um modelo realmente sustentável.