
A PEC 55 não é desejável, mas necessária. Essa PEC é a consequência e não a causa da crise. E não será suficiente sem reformas engavetadas.
Para curar um paciente é necessário remédio amargo. A oposição vai apresentar uma alternativa à PEC, uma alternativa que aumenta a dose do veneno. Aplicar o mesmo receituário no qual levou o Brasil a atual crise nas contas públicas com reflexo na economia e levando milhões a perder o emprego.
Aumentar o gasto público com a dívida pública em 70% do PIB é mais que irresponsabilidade. É um crime e um deboche aos mais de 12 milhões de desempregados. Taxar lucros e dividendos. A pergunta: PT ficou 13 anos e meio no poder, por que não taxou grandes fortunas, lucros e dividendos, e fez uma reforma tributária progressiva? No auge da popularidade de Lula tinha base parlamentar para aprovar tais propostas. Não fez porque não quis ou tinha outros objetivos.
Com a PEC do gasto público, o orçamento deixará de ser um peça de ficção e será debatido mais seriamente para aplicar o dinheiro dos impostos em áreas essenciais para população. E a população começa a entender: PEC 55 ou o caos.