Moro defende divulgação do “áudio-Bessias”: “interesse público”

Nesse trecho da entrevista de Sérgio Moro ao Roda Viva, que foi a maior audiência da história do programa, ele deixa claro que não se arrepende de ter divulgado trecho da interceptação telefônica entre a então presidente Dilma e o ex-presidente Lula, sobre o termo de posse como ministro da Casa Civil no qual Dilma diz que enviou o “Bessias” com o documento e deve usar em caso de necessidade. Uma ordem de prisão, por exemplo.

Na época, foi um escândalo na divulgação. A oposição pedindo renúncia de Dilma por obstrução de justiça e a situação acusando Moro de ter burlado a lei, já que o tempo dessa parte da conversa foi captado fora do prazo legal que a justiça autorizou o grampo. O ministro relator da Lava jato no STF, Teori Zavascki (1948-2017) anulou essa parte da conversa como prova e deu um “puxão de orelha” no juiz Moro.

Apesar de Moro elogiar Teori e afirma a importância do ministro na continuação da operação, o juiz federal de Curitiba nega qualquer arrependimento de ter divulgado aquele trecho alegando interesse público. A divulgação daquela conversa foi a carta que Moro usou para evitar que Lula ganhasse foro privilegiado e assim escapasse de ser julgado por ele.

No mesmo dia da divulgação milhares de pessoas protestaram nas ruas de várias cidades tendo como maior aglomeração na Avenida Paulista, com chamados de última hora de movimentos organizadores da manifestação do dia 13 daquele mesmo mês e ano. Várias liminares pelo país cancelando a posse de Lula. No STF, Gilmar Mendes acatou uma dessas liminares. A história poderia ser diferente se Moro não tivesse tomado aquela decisão em questão de horas.

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Autor: Brasil Decide

Política e democracia

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