O plano golpista bolsonarista

Bolsonaro planta para colher o seu 6 de janeiro

Após mais um ataque golpista de Jair Bolsonaro ao sistema eleitoral brasileiro, dizendo que teve fraude na eleição de 2014, o candidato a vice-presidente de Aécio Neves, Aloysio Nunes, precisou dizer o óbvio: “perdemos porque faltou voto”.

Pressionado, Aécio saiu do silêncio para dizer que não acredita em fraude em 14, mas defendeu a adoção do voto impresso. Substituir as urnas eletrônicas de primeira geração por novos modelos, disse. No fundo, Aécio tem no mínimo dúvida. Fica feio para o derrotado desconfiar do resultado. Já Bolsonaro acusa fraude na própria eleição que venceu.

Derretendo nas pesquisas, pressionado no lado jurídico pela CPI da Pandemia, politicamente com a ameaça de debandada do centrão do seu governo, o fantasma dos segredos da família aparecendo, Bolsonaro planta a semente da discórdia já projetando a sua derrota em 2022. Imitando Trump. O atual presidente da República vai mais longe que o americano e ameaça o calendário eleitoral se o voto impresso não valer em 22.

A invasão ao Capitólio deixou mortes e a página mais vergonhosa na democracia americana. Bolsonaro planta para colher o seu 6 de janeiro em caso de derrota e, como disse, vai mais longe ameaçando não ter eleição “sem eleições limpas”. Veremos se terá força no seu plano golpista. Deve estar contando com o suporte das Forças Armadas no seu intento (lembrando que o bolsonarismo está arraigado no seio das PMs e na baixa patente das Forças Armadas). A dúvida é se os militares vão dar apoio ao levante bolsonarista.

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Autor: João Paulo

Editor-chefe de Brasil Decide

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