
O governo Lula 3 é o pior comparando com os anteriores do petista, mas pode render ao presidente uma inédita vitória dele no primeiro turno, não conseguiu nas outras três. É um governo que apostava em reciclar programas e sem novas ideias apostou em promessa de 2022 que andava esquecida: isenção até R$ 5 mil no IR e no fim da escala 6×1, uma pauta altamente popular que o governo ignorava.
Mas o principal adversário tem até aqui a campanha mais bagunçada da história, que tem um passado nebuloso que mistura o roubo mais básico dos políticos (rachadinha no gabinete) com ligações a figuras do mundo do crime, que só é candidato a presidente por exclusão: o pai preso, o irmão que seria o sucessor na família resolveu conspirar contra o próprio país em outro.
A candidatura de Flavio Bolsonaro (PL) teve um impulso no início por rejeição ao atual governo, mas veio o áudio constrangedor dele pedindo dinheiro ao gângster do Daniel Vorcaro para o filme sobre seu pai e até agora não mostrou as contas do filme que disse que faria, a briga com a madrasta e um entorno que só o prejudica. Apesar de ruidoso nas redes, o bolsonarismo tem na vida real por volta de 12% da população e não faz questão de agregar. Quando a campanha eleitoral começar Flavio vai derreter. Mas diziam o mesmo de Bolsonaro. A conjuntura é outra e Flavio não é Jair. O 01 não tem só o telhado, mas a casa toda é de vidro.
Chegou a hora de quem não deseja um novo mandato de Lula (PT) se desacorrentar dessa família. Opção tem: a experiência de Ronaldo Caiado (PSD); a juventude de Renan Santos (Missão); outsider da política, o escritor Augusto Cury (Avante). Ou se conformar com mais quatros anos de petismo.
Jair Bolsonaro, mesmo internado para mais cirurgia, resolveu escrever de próprio punho uma carta dirigida ao povo brasileiro confirmando sua indicação de Flávio Bolsonaro como o seu pré-candidato a presidente da República na tentativa de pacificar a própria família e dissipar qualquer dúvida sobre quem é seu escolhido para lhe representar na eleição de 2026.

