
Um fato gravíssimo sacudiu Brasília na noite de quarta-feira. Um homem detonou bombas na Praça dos Três Poderes se suicidando. Ele tentou explodir a estátua em frente ao STF e um carro cheio de artefatos explosivos no anexo 4 na Câmara dos Deputados.
Gente de direita minimizando o acontecimento de ontem só fortalece o outro campo, a esquerda. Além de demandar mais poder aos ministros do STF que já estão com superpoderes.
O que aconteceu ontem não é para ser minimizado. Quase aconteceu uma tragédia sem precedentes. Parou discussão e votação na Câmara dos deputados – ataque direto à democracia flagrante. O sujeito tentou entrar no prédio do STF. Se ele entra e detona uma bomba dentro do STF que acontecia uma sessão matava ministros, servidores e muita gente que estava lá dentro.
O extremismo está cada dia mais violento. Paixões ideológicas estão afloradas e saindo do controle emocional das pessoas. Tudo isso culpa do golpismo liberado pelo bolsonarismo que não aceitou até hoje o resultado da eleição presidencial de 2022 e seu líder Jair Bolsonaro tem responsabilidade direta.
Se no lugar de contestar o resultado eleitoral tivesse aceitado a derrota pensando em 2026 estaria com seus direitos políticos plenos, fazendo oposição a um governo Lula perdido e com boas possibilidades de voltar ao Planalto. Mas preferiu ficar com suas desconfianças ao sistema eleitoral e ouvindo revolucionários arquitetando uma maneira de permanecer no poder por meio de golpe.
Agora não adianta vir com conversa de pacificação. Perdeu o timing. Não há clima para uma anistia aos delinquentes do 8 de janeiro de 2023 e menos ainda ao próprio Bolsonaro. Está chegando a hora de Jair Bolsonaro – e os militares que acompanharam nessa aventura – sentar no banco dos réus e responder por seus atos. Tudo dentro do devido processo legal.