Avaliação do governo e um alerta a Lula

Avaliação do governo do presidente Lula (PT) caiu mais um pouco e está em 35,5% de quem acha o governo ótimo/bom. Quem acha o governo petista ruim/péssimo está em 30,8% e regular 32,1%.

Pode não ser um cenário desesperador, mas reacende o alerta de que o governo não vai bem perante a população.

O Brasil continua dividido e muito polarizado, o que reflete na avaliação do governo.

Lula foi eleito por uma frente ampla, mas governa como se a vitória em 2022 fosse só dele e do partido. Essa questão do corte de gasto para salvar o arcabouço do ministro Fernando Haddad é só mais um exemplo.

Lula enrola e não deseja cortar despesas por ideologia e medo de tomar uma medida impopular que faça sua aprovação cair ainda mais. O problema é que se porstegar ou não cortar ou fingir que cortou alguma coisa essa bomba mais cedo ou mais tarde vai explodir em forma de inflação e consequentemente em juros para conter a inflação.

A eleição nos EUA e a vitória de Donald Trump deixou uma amarga lição para o governo brasileiro: os indicadores econômicos podem até parecerem positivos, mas se não chegar na população não adianta. A economia real fala mais alto.

Não é maldade do mercado, mas a realidade que se impõe. Se o governo gasta, gasta, gasta, uma hora a conta chega e a fórmula de compensar aumentando impostos e taxas tem limite. É preciso cortar de algum lugar, enxugar a máquina, cortar privilégios e penduricalhos para não precisar cortar benefícios sociais.

Lula tem razão ao dizer que o Congresso e empresas têm que contribuir com o ajuste fiscal. Concordo que políticos, empresários e militares precisam contribuírem. Mas o presidente poderia também cobrar do judiciário e fazer a lição de casa estancando a sangria parando a gastança.

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Autor: João Paulo

Editor-chefe de Brasil Decide

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