
Em 2014, Aécio Neves e Dilma Rousseff disputaram o segundo turno, com Dilma sendo reeleita por 51,64% dos votos válidos. Não tem como saber se o final daquela eleição fosse diferente, mas chuto que o país teria tomado um rumo diferente do que tomou.
Com Aécio presidente, o novo governo do Brasil seria reformista e contaria com gente do quilate de Armínio Fraga, os pais do Plano Real Gustavo Franco, Persio Arida, Edmar Barcha e, segundo o próprio Aécio, Fernando Henrique Cardoso como chanceler.
O governo Aécio teria legitimidade para mudar a política econômica do governo Dilma. A presidente deu uma guinada no segundo mandato contrariando o seu eleitorado que votou nela pensando no oposto, que seria um governo de continuidade com alguns reparos. Por ter descumprindo o compromisso que fez na campanha, Dilma viu sua popularidade despencar e perdeu a base social.
No institucional, Aécio teria mais força e habilidade política no Congresso para implementar a sua agenda. O PT na oposição é linha dura, mas seria mais tranquilo do que um governo que nasceu de um processo de impeachment como foi o de Michel Temer. E, se o governo fosse aprovado pela população, Aécio provavelmente seria reeleito em 2018 evitando Bolsonaro e a volta de Lula.
Sobre a denúncia contra Aécio, que foi absolvido posteriormente na justiça, como presidente certamente não reconduziria Rodrigo Janot para a PGR e não aconteceria.