Popularidade de Dilma fica estável em nova pesquisa Datafolha

Datafolha: Saúde e corrupção são hoje os grandes problemas do país para os entrevistados

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Pesquisa Datafolha divulgada um dia antes das manifestações contra o governo federal marcadas para domingo,12, mostra que estancou a queda de popularidade da presidente Dilma. O índice de ruim/péssimo ficou em 60%, regular em 27% e ótimo/bom com 13%.

A pesquisa mostra outros dados interessantes. Por exemplo, os que querem o impeachment da presidente está em 63%, 75% são favoráveis aos protestos contra o governo, mas 64% acham que Dilma não será afastada da presidência.

Outros 57% dizem que Dilma sabia do esquema de corrupção na Petrobras, 26% dizem que ela sabia mas não poderia evitá-los e 12% acham que a presidente nada sabia dos desvios na estatal.

Se houvesse eleição hoje, Aécio Neves (PSDB) receberia 33%, Lula (PT) 29%, Marina Silva empataria com o ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa, com 13%.

Luiz Inácio Lula da Silva foi o melhor presidente para 50% dos entrevistados, Fernando Henrique Cardoso aparece em segundo lugar com 15%, Getúlio Vargas é lembrado por 6%; para 3% foi Juscelino Kubitschek o melhor presidente da República, a presidente Dilma Rousseff e José Sarney aparecem com 2%.

Saúde e corrupção são, hoje, os grandes problemas do país para os entrevistados, com 23% e 22% respectivamente. Durante os protestos de junho de 2013, 48% da população achava que a saúde era o grande problema. O povo não está mais tolerando tantos escândalos de corrupção. É um novo escândalo superando o outro nas manchetes dos jornais quase que todos os dias.

Essa nova pesquisa do Datafolha é muito bem detalhada e mostra o atual momento político do país.

Governo zumbi

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Lula está planejando viagens pelos estados brasileiros de olho em 2018, na terça-feira o PT divulgou uma resolução do partido pedindo diálogo entre o governo e sindicatos para impedir que o ajuste fiscal não retire direitos trabalhistas. Nunca um governo teve um inicio tão conturbado que o segundo governo Dilma.

É ajuste fiscal para reequilibrar contas públicas, corrupção na Petrobras, derrota na eleição na Câmara dos Deputados, racha na base governista e no próprio PT. Junta tudo isso e temos um governo com 44% de rejeição. Normalmente um governo eleito tem uma espécie de lua de mel nos primeiros meses. Não está sendo o caso deste governo. E pode piorar.

Dilma prometeu na campanha que não mexeria nos direitos trabalhistas “nem que a vaca tussa”. Mas tenta fazer o ajuste fiscal aumentando impostos (Lembrando: carga tributária brasileira já em 36% do PIB), cortando direitos trabalhistas e revisando programas sociais.

Aécio Neves e Marina Silva defenderam na campanha eleitoral um ajuste fiscal. Os dois foram acusados, caso eleitos, de promover um arrocho, retrocesso. Acredito que o ajuste fiscal de Aécio ou de Marina seria feito diminuindo a máquina estatal, cortando cargos comissionados, ou seja, “cortando na própria carne”.

A presidente Dilma poderia seguir o conselho de Reinaldo Azevedo e sair do PT, declara-se sem partido, se afastando da Operação Lava Jato e seus destroços para salvar seu governo. Ela vai correr para os braços de Lula e do marqueteiro João Santana. João Santana conseguiu superar uma rejeição de 40% da candidata e fazer Dilma ser reeleita. Tenho a impressão que o efeito pode não sair como antes e o esperado. Pior: pode ter efeito colateral.

A presidente Dilma está usando a mesma estratégia do presidente Collor, quando este sem apoio político e popular foi fazer um pronunciamento em rede nacional de rádio e TV para se defender das denúncias de corrupção. Collor pediu para o brasileiro sair às ruas com uma peça de roupa nas cores da bandeira nacional e defender seu governo. O tiro saiu pela culatra e milhões foram às ruas sim, mas para pedir sua saída da presidência. Resultado: deputados aceleraram o processo de impedimento do presidente e o Senado Federal confirmou o impeachment meses depois.

O governo está quase um zumbi. E isso é o resultado das trapalhadas do próprio governo assim como no período Collor.