Joaquim Barbosa, o “centro” que procuravam

Joaquim Barbosa se consolida como o grande “outsider”, posto ocupado recentemente por Luciano Huck

Joaquim Barbosa, que ainda hesita em oficializar a pré-candidatura, se consolida como o grande “outsider”, posto ocupado recentemente por Luciano Huck, que desistiu da candidatura optando pela carreira de apresentador e patrocinadores, além do emprego da sua esposa Angélica Huck.

Barbosa ficou conhecido no julgamento da Ação Penal 470 – o mensalão do PT – onde foi o relator do caso no STF e recebeu enxurrada de críticas da esquerda e foi colocado no pedestal pela direita. Foi o primeiro presidente negro do STF e antecipou a aposentadoria no tribunal em 2014. De família humilde, a história do mineiro tem semelhança com a de Lula, mas diferente do presidente que o indicou ao STF, Barbosa subiu na vida longe do sindicalismo e da política.

Na presidência do CNJ ordenou os cartórios a reconhecer o casamento gay de acordo com a decisão do STF de 2011, que reconheceu a constitucionalidade da união homoafetiva.

Joaquim Barbosa é o “centro” que a mídia tanto procura, um social-democrata com tendência liberal.

Joaquim Barbosa e o perigo

Joaquim Barbosa junta o populismo com justiçamento

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Não pertencia aos que idolatravam Joaquim Barbosa no julgamento do mensalão em 2012. E muito menos o considerava “traidor” de uma suposta causa como petistas insinuavam nas redes sociais, inclusive o chamando de “capitão do mato”, um termo racista só por não se curvar aos que colocaram ele no STF e julgar os réus de acordo com as leis e a sua consciência.

Considerava Joaquim Barbosa um ser-humano com virtudes e defeitos, mais um exemplo de brasileiro de origem simples que com muita luta conseguiu se tornar o primeiro presidente negro da Suprema Corte. Temperamental, Joaquim Barbosa brigou com muitos colegas, com jornalistas e o desgaste do julgamento de membros da alta cúpula do partido do poder resolveu antecipar aposentadoria do STF em 2014.

Na quinta-feira (01/12), em entrevista para Mônica Bergamo na Folha de São Paulo, Joaquim Barbosa cuspiu barbaridades como “Impeachment Tabajara”. Não é de hoje que ele é crítico ao processo que levou ao afastamento de Dilma Rousseff, o culpando pela instabilidade institucional na qual passa o país.

Mas o que me chamou atenção foi essa resposta:

“Os cientistas políticos consolidaram o pensamento de que o presidente depende do Congresso para governar. E não é nada disso. Uma das características da boa Presidência é a comunicação que o presidente tem diretamente com com a nação, e não com o Congresso. Ele governa em função da legitimidade, da liderança, da expressão da sua vontade e da sua sintonia com o povo. Dilma não tinha nenhum desses atributos. Aí ela foi substituída por alguém que também não os têm, mas que acha que está legitimado pelo fato de ter o apoio de um grupo de parlamentares vistos pela população com alto grau de suspeição. Ele [Temer] acha que vai se legitimar. Mas não vai. Não vai. Esse malaise [mal estar] institucional vai perdurar os próximos dois anos.”

Joaquim Barbosa junta o populismo com justiçamento. É um perigo! Barbosa está doido para ser candidato a presidente ou governador, ele nega. Mas a mosca azul já o picou faz tempo. (Fiz uma previsão em julho de 2015 e a mantenho) Quem brinca com fogo corre no mínimo risco de se queimar. E a idolatria por figuras que só cumprem com seu trabalho junto com essa coisa de caça a todos os políticos vão transformar 2018 em um circo de horrores. Que Deus tenha misericórdia desta nação.

Joaquim Barbosa deve entrar para política em breve

O garoto pobre que virou o primeiro negro presidente do STF

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Joaquim Barbosa resolveu antecipar a aposentadoria do STF em 2014. Tudo indica que ele vai ingressar na política o mais breve possível. Ele até poderia entrar já na disputa de 2014 e atender aos milhares, milhões de perdidos dos que se sentiram “vingados” por ele – foi chamado de “Batman brasileiro” – na Ação Penal 470, vulgo mensalão petista, que ele foi o relator do processo e virou presidente da corte durante o julgamento, só que seria muito em cima da hora e ele optou por se preparar para essa nova etapa de sua vida.

Abrir uma conta no Twitter e comentar notícias foi o primeiro passo, depois a preparação, em seguida a filiação em um partido; se adaptar ao novo ambiente é o próximo passo e, finalmente, uma candidatura. Acho que ele vai começar por baixo. Primeiro, o governo de Brasília, por exemplo. Ou, como um bom mineiro, tentar ser governador de Minas Gerais. Depois, o céu é o limite.

Apesar de ter virado herói da direita, Joaquim Barbosa não é conservador. É social-democrata mais próximo da esquerda (votou no Lula e na Dilma, segundo o próprio). Se Barbosa vai ter o mesmo sucesso na política igual sua carreira bem sucedida no judiciário, só o tempo dirá.

Durante seu mandato comandando a Suprema Corte, Barbosa esteve em manchetes de jornais por muitas polêmicas, desde brigas com colegas da corte até com advogados, réus e jornalistas. No julgamento do mensalão, Joaquim Barbosa foi amado e odiado na mesma proporção. Existem algumas controvérsias envolvendo seu nome. Herói ou vilão. Na realidade, ele não é nem um nem outro. Ele é só um ser-humano com virtudes e defeitos como qualquer pessoa normal. O garoto pobre que virou o primeiro negro presidente do STF.

Joaquim Barbosa: nem herói nem vilão

Joaquim Barbosa é um brasileiro como muitos

joaquim-barbosaJoaquim Barbosa anunciou nesta semana sua aposentadoria como ministro e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Primeiro negro a presidir a suprema corte do País, Joaquim Barbosa virou herói para muitos e vilão para outros. Tudo por causa da ação penal 470, o mensalão.

Na chamada blogosfera, JB foi várias vezes vítima de racismo com suas fotos sendo associadas à imagem de macaco e capitão do mato – escravo liberto para caçar escravos fugitivos.  Pelo lado que enaltece o ministro, havia os que pediam até que ele saísse candidato à presidência da República.

Foi capa da Veja, maior revista semanal do País, como aquele que nasceu de família pobre e conseguiu seus objetivos honestamente. Joaquim Barbosa é um brasileiro como muitos, de família pobre e negro, mas que conseguiu não só ser juiz como chegar à mais alta corte de um país que, dos 514 anos de descobrimento, teve quase 400 anos de escravidão.

Joaquim Barbosa brigou com muitos colegas ministros. Bate-bocas com o ministro Ricardo Lewandowski ficaram para a história do supremo. Barbosa entrou para a história por prender políticos que ocuparam altos cargos da República e que eram a cúpula do partido que está há doze anos no poder, o PT. Curiosamente, Barbosa foi levado ao STF pelas mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva do PT.

Por esse motivo e pela militância do PT na Internet que alguns petistas pegaram bronca dele. Mas ele apenas mostrou que não venderia sua consciência para chegar onde chegou. E Lula deveria se orgulhar de ser o presidente que indicou o primeiro negro ao STF. Joaquim Barbosa passa sim a imagem de autoritário, de arrogante, de não conviver muito bem com quem ousa discordar dele, mas está na história do Brasil. Joaquim Barbosa não é herói e muito menos vilão. É um ser humano com virtudes e defeitos e que, apesar das dificuldades da vida, venceu.