Joaquim Barbosa, que ainda hesita em oficializar a pré-candidatura, se consolida como o grande “outsider”, posto ocupado recentemente por Luciano Huck, que desistiu da candidatura optando pela carreira de apresentador e patrocinadores, além do emprego da sua esposa Angélica Huck.
Barbosa ficou conhecido no julgamento da Ação Penal 470 – o mensalão do PT – onde foi o relator do caso no STF e recebeu enxurrada de críticas da esquerda e foi colocado no pedestal pela direita. Foi o primeiro presidente negro do STF e antecipou a aposentadoria no tribunal em 2014. De família humilde, a história do mineiro tem semelhança com a de Lula, mas diferente do presidente que o indicou ao STF, Barbosa subiu na vida longe do sindicalismo e da política.
Na presidência do CNJ ordenou os cartórios a reconhecer o casamento gay de acordo com a decisão do STF de 2011, que reconheceu a constitucionalidade da união homoafetiva.
Joaquim Barbosa é o “centro” que a mídia tanto procura, um social-democrata com tendência liberal.


Joaquim Barbosa anunciou nesta semana sua aposentadoria como ministro e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Primeiro negro a presidir a suprema corte do País, Joaquim Barbosa virou herói para muitos e vilão para outros. Tudo por causa da ação penal 470, o mensalão.