No fim da tarde deste sábado (30), datafolha divulgou uma nova rodada de pesquisas acerca da corrida presidencial de 2014. Dilma continua crescendo, mas o assunto deste post é outro, apesar de relacionado a essa pesquisa.
Chamou atenção o presidente do STF, Joaquim Barbosa, em um dos cenários pesquisados, à frente do candidato do PSDB, Aécio Neves. No referido cenário, Dilma aparece com 44% de intenções de voto, Joaquim Barbosa com 15% e Aécio Neves com 14%. O que levou Joaquim Barbosa a tal patamar de intenções de voto a menos de um ano da eleição? Há várias respostas. Duas em especial.
A oposição não se acerta. Apesar de Aécio ter apoio de todos os diretórios estaduais do partido, Serra ainda briga para ser candidato a presidente da República pelo partido pela terceira vez. O PSDB comete os mesmos erros das últimas eleições presidenciais: não definir logo um candidato e partir para montagem de um plano de governo, e não estabelecer uma estratégia de campanha que não seja repetir mil vezes as palavras mensalão e corrupção.
A maioria dos eleitores de classe média alta não vota no PT e parece cansada do PSDB. Enxerga em Joaquim Barbosa um herói da nação. Aquele que colocou na cadeia políticos corruptos. A “judicialização” da política brasileira não é de hoje; o brasileiro adora um mártir, um herói, e Joaquim Barbosa cabe perfeitamente nesse personagem do imaginário brasileiro – “O Batman brasileiro”, “O Salvador da Pátria”.
Barbosa falou várias vezes que não pretende entrar para política, não agora. Mas já corre nos bastidores a possibilidade dele deixar o STF e se filiar a um partido em Abril de 2014 – para magistrados, este é o prazo final de filiação partidária destinada à disputa de mandatos na próxima eleição.
Caso resolva entrar na corrida presidencial, creio que Joaquim Barbosa faria barulho. Mesmo que não para ganhar, conseguiria uma votação expressiva, com votos dessa classe média alta.
Quanto a Dilma, se não acontecer uma catástrofe muito grande, de proporções devastadoras na política e na economia, a presidente deve se reeleger – e até com facilidade.