
Joaquim Barbosa resolveu antecipar a aposentadoria do STF em 2014. Tudo indica que ele vai ingressar na política o mais breve possível. Ele até poderia entrar já na disputa de 2014 e atender aos milhares, milhões de perdidos dos que se sentiram “vingados” por ele na Ação Penal 470, vulgo mensalão petista, que ele foi o relator do processo e virou presidente da corte durante o julgamento, só que seria muito em cima da hora e ele optou por se preparar para essa nova etapa de sua vida.
Abrir uma conta no Twitter e comentar notícias foi o primeiro passo, depois a preparação, em seguida a filiação em um partido; se adaptar ao novo ambiente é o próximo passo e, finalmente, uma candidatura. Acho que ele vai começar por baixo. Primeiro, o governo de Brasília, por exemplo. Ou, como um bom mineiro, tentar ser governador de Minas Gerais. Depois, o céu é o limite.
E, apesar do apelido dado a ele no julgamento do mensalão de “Batman brasileiro”, “justiceiro”, Joaquim Barbosa não é “reaça”, de direita, liberal nem conservador como muitos pensavam. Ele é um social-democrata mais próximo da esquerda (votou no Lula e na Dilma, segundo o próprio). Se Barbosa vai ter o mesmo sucesso na política igual sua carreira bem sucedida no judiciário, só o tempo dirá.
Durante seu mandato comandando a Suprema Corte, Barbosa esteve em manchetes de jornais por muitas polêmicas, desde brigas com colegas da corte até com advogados, réus e jornalistas. No julgamento do mensalão, Joaquim Barbosa foi amado e odiado na mesma proporção. Existem algumas controvérsias envolvendo seu nome. Herói ou vilão. Na realidade, ele não é nem um nem outro. Ele é só um ser-humano com virtudes e defeitos como qualquer pessoa normal. O garoto pobre que virou o primeiro negro presidente do STF.