A vez da oposição

Coletiva de Marina Silva - Eleições 2014 - SP - 05/10/2014

Marina Silva

Hoje, tenho quase certeza que Marina Silva (PSB) no lugar de Aécio Neves (PSDB), no segundo turno de 2014, ganharia de Dilma Rousseff (PT). Com Marina, os eleitores de Aécio votariam nela, já no caso dos eleitores dela… Mesmo Marina apoiando e declarando voto no tucano muitos que votaram nela no primeiro turno não votaram no Aécio. Votaram nulo/branco ou Dilma.

Com Marina no segundo turno, a estratégia do “nós contra eles” provavelmente não funcionaria. Por isso o PT fazia questão do PSDB e não o PSB na fase final da eleição. Marina Silva é praticamente fundadora do PT e o PSB sempre esteve com Lula nas disputas eleitorais. Seria difícil transformar Marina e o PSB em “inimigos” com a história de ambos com o PT, com tempos iguais entre os candidatos e ela podendo rebater aos ataques.

Se Marina disputar a corrida presidencial de 2018 e a economia continuar parada ou piorar mais os desdobramentos da Lava Jato, ela é a favorita para vencer. O povo está cansado dessa rixa idiota de petistas e tucanos, clama desesperadamente por uma terceira via. O meu medo é que essa terceira via seja ocupada por um Jair Bolsonaro da vida ou alguém com as ideias piores que as de Bolsonaro. E não descarto essa hipótese.

Aecio Neves

Aécio Neves

Oficialmente, tucanos estão contra o pacote de ajuste fiscal do ministro Joaquim Levy, que integrou a equipe que elaborou o plano econômico de Aécio na campanha eleitoral. Para não lembrar o PT oposição nos tempos de FHC, quando o partido votava contra tudo que vinha do governo, os tucanos emendarão os projetos, reforçarão a tese do estelionato eleitoral praticado por Dilma na campanha, que o governo está jogando o ajuste nas costas só da população cortando direitos trabalhistas e previdenciários e poupando a máquina pública dos cortes.

O “deixar a presidente sangrar” do PSDB é uma estratégia inteligente, mas com riscos. Em 2005, os tucanos também deixaram Lula “sangrar” e ele foi reeleito mesmo com o mensalão um ano antes. Assim como em 2006, Lula deve ser candidato em 2018.

Mas os tucanos sabem que apoiar o impeachment de Dilma é jogar a República no colo do PMDB, o PSDB seria apenas um “suporte” dos peemedebistas. E o partido de Michel Temer, Eduardo Cunha e Renan Calheiros se fortaleceria para disputar a presidência contra os tucanos. O PMDB já comanda o Congresso Nacional, com impeachment comandaria também o Executivo. Seria muito poder concentrado em um único partido. É preciso uma regra para proibir um partido de ocupar, ao mesmo tempo, as presidências da Câmara e Senado. Qualquer partido hegemônico – PT, PSDB, PMDB, PSB etc – é desastroso para democracia.

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Autor: João Paulo

Editor-chefe de Brasil Decide

Um comentário em “A vez da oposição”

  1. Meu jovem João, o que você teme é o que iminente vai acontecer, Mirina Silva não é oposição,e jamais chegará a presidência ,qual o eleitorado de Marina Silva, são eleitores que estão aparte da política sem opção e muitos ligado a religião, falta um político que ative o censo democrático desse eleitorado, e não duvide!Bolsonaro pode ser o estopim.

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