Meia-entrada

O desconto da meia-entrada vai para o consumidor que não tem direito

Meia-entrada a eventos esportivos, culturais e lazer era para beneficiar estudantes e idosos, mas virou uma mina de ouro para bandidos faturarem. A Lei Federal 12,933/2013 obriga o organizador destinar 40% da carga de ingressos para a essa categoria. Essa lei é ridícula. Quem paga meia-entrada é o público, o desconto da meia-entrada vai para o consumidor que não tem direito, e inflaciona o preço final.

Matéria da Folha mostra que os clubes de São Paulo, principalmente Corinthians e Palmeiras com arenas novas, estão infringindo a lei da meia-entrada por não disponibilizar essa categoria na compra via internet. Os clubes usam a defesa de que só podem vender ingressos de meia-entrada na bilheteria porque os torcedores precisam mostrar documentos para evitar fraude e existe uma máfia de meia-entrada na internet.

Pior que meia-entrada é a famigerada cadeira cativa – não pagar nada para entrar no estádio. No Rio de Janeiro é uma festa. O jogo Flamengo x Santos teve nada menos que 10 mil gratuidades, por exemplo. É uma verdadeira farra do boi. No momento de mais uma tentativa do governo federal de tentar equacionar a dívida impagável (estimada em 4 bilhões de reais) que os clubes têm com o fisco.

Defender a meia-entrada com o argumento que os clubes, empresários e organizadores de shows só estão pensando no seu faturamento é risível. É crime o organizador de um evento pensar em faturar mais com a bilheteria? A reposta talvez seja um “sim”,  em certas cabeças “pensantes” desse país, que criminaliza o lucro de empresas e acha que existe “almoço grátis”. E o torcedor a favor da meia-entrada como é hoje, é o primeiro a reclamar quando o clube precisa vender um jogador para pagar uma conta ou não tem dinheiro para contratar, a coerência não é o forte desse povo.

A meia-entrada para idosos, estudantes (de verdade) e para pessoas com alguma deficiência física é para existir, mas não com 40% de cota. O organizador do evento tem que ser livre para escolher o tamanho da cota de meia-entrada.

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Autor: João Paulo

Editor-chefe de Brasil Decide

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