PSDB: Eterna oposição

A indecisão do PSDB o deixará eternamente no posto de oposição no melhor estilo morde e assopra

Depois de jogar lenha na fogueira, agora o PSDB desacelera na questão do impeachment da presidente Dilma, mas continua apoiando a causa, só não vai liderar. É o famoso: Eu apoio, mas não meto a mão no fogo para não me queimar. O partido não enxerga que isso é que queima o filme da agremiação.

Após o PT assumir o governo, em 2003, e incorporar a agenda tucana, o PSDB ficou procurando uma bússola para se guiar. O partido foi criado por muitas tendências. De uma corrente mais liberal passando pela democracia cristã e sociólogos de esquerda. Por isso o nome do partido carrega a Social Democracia Brasileira. Um dos criadores da legenda, Franco Montoro não gostou muito e criou o símbolo do partido, o Tucano. Gostava de ser chamado de “tucano” e não de peessedebista.

Nos últimos anos o partido foi ganhando a fama de ser conservador, seja lá o que significa ser conservador no Brasil. O PSDB abrigou candidaturas do tipo de Matheus Sathler, o que afastou do partido eleitores de centro-esquerda. E até de centro.

A indecisão do PSDB, um partido que se fecha entre seus caciques e não deixa associados participarem de decisões importantes, como a escolha dos candidatos nas eleições, o deixará eternamente no posto de oposição no melhor estilo morde e assopra.

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Autor: João Paulo

Editor-chefe de Brasil Decide

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