
O julgamento que condenou Eduardo Bolsonaro tem os mesmos vícios do julgamento que Carla Zambelli também foi condenada. Não é que ambos são inocentes.
Eduardo foi realmente nos EUA para interferir no julgamento do pai, como a aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes. Zambelli mandou um hacker invadir o sistema de justiça para inserir um mandado de prisão falso contra o próprio Moraes.
O problema está na forma. Julgamento na última instância, sem direito a duplo grau (aí é o foro privilegiado que já deveria ter acabado ou limitado). Mas o pior é o ministro Alexandre de Moraes julgando casos que está ligado diretamente.
Foi assim com a Zambelli, que a justiça italiana negou um dos pedidos de extradição por concluir que o julgamento dela não teve a imparcialidade necessária. Foi com Eduardo, no julgamento de seu pai (e os outros condenados) que também foi repleto de graves violações e com o pessoal do 8/1.
Para quem preza garantias fundamentais e o devido processo legal, não aceita um juiz julgar um desafeto ou um indivíduo que fez algo contra ele. Garantista de verdade não olha a capa do processo.