
A semana que termina marcou o embate dos ministros André Mendonça e Gilmar Mendes. Gilmar votou para soltar Henrique Vorcaro e Felipe Cansado, pai e primo de Daniel Vorcaro.
Seria o início do preparo da grande pizza do caso Master que apavora autoridades dos três poderes. Mendonça, porém, foi esperto ao levantar o sigilo da parte do processo dos dois investigados mostrando a necessidade de manter a preventiva deles.
Na sessão da segunda turma do STF, Mendonça confrontou Gilmar. Mendonça tem o estilo tranquilo e por ser evangélico é apaziguador, mas precisa ser firme, bater na mesa e até usar métodos heterodoxos (com cuidado para não dá o motivo que querem para anularem tudo) em certos momentos porque está lidando com gente poderosa que não deseja que a investigação tenha continuidade (incluindo a do roubo no INSS).
Sou contra transformar autoridades em heróis por fazer a parte deles. Joaquim Barbosa, Sergio Moro e Alexandre de Moraes foram “canolizados”. Os dois últimos caíram em desgraça por ultrapassarem a linha. Todo cuidado para não repetir o mesmo com Mendonça. Fora isso, foi saboroso assistir a derrota deles.