O “trabalho escravo” de mais de R$ 30 mil e o salário vitalício de vereador

Como negra, Luislinda prestou um desserviço gigante contra uma comunidade tão sofrida

Nem no dia de finados os políticos deixam de produzir assuntos.

A ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois (PSDB), virou assunto ao pedir para Casa Civil da Presidência da República suspensão do “abate teto” (servidor público não pode ganhar mais que um ministro do STF) e assim possa receber seus vencimentos de aposentada como desembargadora na Bahia junto com o de ministra, mais regalias do cargo. A justificativa da ministra é que deixou todos espantados.

Segundo a dona Luislinda Valois, ela estaria trabalhando em regime de escravidão e o salário que está ganhando atualmente é insuficiente para viver no padrão de uma ministra de Estado.

Acho que a ministra aproveitou o assunto trabalho escravo com a portaria do Ministério do Trabalho e reforma trabalhista e pensou “vai que cola”. Não colou. Aliás, como negra, Luislinda prestou um desserviço gigante contra uma comunidade tão sofrida no passado e no presente.

SALÁRIO VITALÍCIO PARA VEREADORES

Para completar o desaforo do dia veio mais uma pérola do Rio de Janeiro.

Não satisfeitos com toda a crise de um Estado falido por terríveis gestões e pela corrupção, os nobres vereadores votaram um projeto para tornar o salário dos parlamentares cariocas vitalício, mesmo para quem deixou o cargo.

Como a ideia era tão estapafúrdia e revoltou a população, felizmente a proposta foi derrotada e arquivada pelo placar de 40 x 0 e algumas abstenções.

Carlos Bolsonaro, um dos filhos de Jair Bolsonaro, era um dos co-autores do projeto.

Particularmente, tenho a ideia de que vereador não tem que ter nem salário, só uma ajuda de custo para o mandato. Vereador tem que ser o padeiro, o farmacêutico, o quitandeiro/feirante e não uma profissão, um trabalho quase voluntário.

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Autor: João Paulo

Editor-chefe de Brasil Decide

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