
A estratégia de Paulo Teixeira, Paulo Pimenta e Wadih Damous é clara ao provocar esse impasse e jogo de liminares solta ou não solta Lula. É simples: Objetivo não é a liberdade do ex-presidente, até porque é difícil acontecer, mas provocar um fato novo e reforçar a narrativa de prisão política, perseguição, lawfare.
Tudo foi calculado. Dia, o plantão do desembargador “certo”, a mobilização de políticos do partido e aliados, da militância na rede e nas ruas.
PT sabe que o TSE não vai deferir o registro da candidatura de Lula, mas sabe que não pode lançar o substituto do nada. É preciso criar uma bolha em torno do escolhido que faça o eleitor lulista fiel imediatamente associar o candidato substituto ao Lula.
O petismo não aguenta ficar mais tempo sem o Estado – sindicatos-amigos perderam a boquinha do imposto sindical obrigatório complicando a situação – e não dispensa meios para vencer a eleição, mesmo que os meios usados esgarcem o tecido institucional já esgarçado. E o PT conta com membros do Judiciário colocados lá pelos governos petistas, como o desembargador Rogério Favreto. A eleição está chegando e não há tempo a perder.