
França conquistou a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, a segunda de sua história futebolística. Venceu com muitos méritos técnicos, tático e uma pitada de sorte durante a campanha na terra de Putin.
Mas algumas pessoas tentam diminuir o mérito da seleção francesa com a racista analogia de que seria uma “seleção africana”. É racista por negar a cidadania francesa aos jogadores filhos de imigrantes e descendentes de países africanos. Seguindo o raciocínio de quem defende fronteiras abertas, se a Croácia, uma “seleção de brancos”, tivesse sido a campeã, a culpa seria dos negros imigrantes e descendentes. Na ânsia de mandar aquele “lacre” e tentar ideologizar o título da França, essa turma não percebe essas incoerências.
Outro ponto é que a seleção francesa não é de imigrantes ou naturalizados. Apesar de muitos jogadores de origem não francesa no grupo de campeões, apenas 2 dos 23 convocados pelo técnico Didier Deschamps são nascidos em outros países.
Ter jogadores descendentes campeões o Brasil teve de baciada nas 5 conquistas nem por isso não tentam diminuir nossas conquistas. Até porque o imigrante migra para outro país para melhorar de vida ou fugindo de guerras, perseguições do seu país natural. Todos os jogadores com origem africana da França não teriam a menor chance de ganhar a Copa do Mundo se optassem por jogar pelo país de seus descendentes. A seleção da França oferece estrutura e tradição no futebol para os jogadores, o que ainda está longe se ser uma realidade para o futebol africano.
Não adianta levar a discussão sobre imigração para os extremos. A solução de qualquer problema não é levar para os extremos. Não criminalizando e sendo racista com os imigrantes ou criando teorias conspiratórias amalucadas, tampouco abrindo as fronteiras sem um mínimo de controle e sair em defesa da imigração ilegal. Eu não tenho a solução e sei que um debate racional em um ambiente tóxico é impossível.