
Em Tejuçuoca, a oposição venceu a situação que comanda o município há 16 anos. O candidato José Antunizio de Brito (PSD), o Britinho, foi eleito com uma votação consagradora: 7.476 dos votos válidos (59,10%). É a maior votação de um eleito a prefeito em 32 anos de emancipação política da cidade e derrotou a atual prefeita Heloide Estevam (MDB), que obteve nas urnas 5.174 votos (40,90%).
Para completar a festa na família Brito, a esposa e futura primeira-dama foi eleita vereadora sendo a mais votada. Regina Brito obteve 892 votos.
Mas o futuro prefeito não fez maioria no Legislativo municipal. Seu partido e o aliado PDT elegeram 5 de 11 cadeiras. Como Britinho e o seu vice-prefeito Guto Mota são vereadores, se espera uma boa relação entre a nova administração com a Câmara que teve uma renovação de 54%.
O grande derrotado é o líder político do grupo da prefeita. Além de não reeleger a esposa, Edilardo Eufrásio não conseguiu reeleger o irmão e o primo para Câmara de Vereadores. Mas ele mantém o recorde de maior frente em uma eleição de Tejuçuoca. Em 2008, quando disputava sua reeleição para prefeito, venceu aquela eleição com 62,22% dos votos válidos e uma diferença total de 2.634 votos. É dele também a vitória mais apertada naquele município. Quatro anos antes tinha sido eleito por apenas 40 votos.
Sem o poder no município terá que se virar para sua campanha para deputado estadual em 2022 e aprender a ser oposição.
Edilardo ainda pode ficar com uma cadeira na Assembleia Legislativa do Ceará. A eleição de Patrícia Aguiar para prefeitura de Tauá abriu essa oportunidade. Se Agenor Neto tivesse sido eleito em Iguatu, a sua posse como deputado a partir de janeiro era certa. Agora fica dependendo das articulações partidárias.
Certo mesmo é que essa eleição mudou quem dá as cartas na política tejuçuoquense a partir de janeiro. A ampla frente de lideranças políticas que se juntaram para apoiar a candidatura de Britinho teve êxito. Agora é com os eleitos fazer a população que pediu mudança nas urnas se sinta contemplada.