
Dez anos e quatro gestores diferentes. É esse o tempo da obra do saneamento básico na cidade de Tejuçuoca, 150 km de Fortaleza-CE. Iniciada em 2011, sob administração de Edilardo Eufrásio, o saneamento anda mais devagar do que passos de tartaruga. De lá pra cá Edilardo entregou o cargo ao Valmar Bernardo e Heloide Estevam, com a obra tendo algum avanço. Chegamos em 2021 e José Antunizio de Brito é o prefeito da vez, mas nada indica que a obra será acelerada.
Há outros problemas e obras paradas ou para finalizar. Fora problemas de caixa, folhas de pagamentos em atraso e outros. Mas o saneamento deveria ser prioridade desta e das gestões passadas. Uma cidade com esgoto tratado economiza recursos com a saúde, porque menos doenças aparecem.
Saneamento básico é vida saudável para os cidadãos e para a economia das cidades. Não só pela lógica da saúde como pela econômica também. Cidade limpa chama turismo e empreendimentos. No centro da cidade em questão existe um lago que bem tratado poderia ser um polo turístico gerando entretenimento, empregos e renda. No lugar há, porém, um açude mal tratado, poluído e um fedor insuportável.
Por isso foi tão importante a aprovação do Marco Regulatório do Saneamento Básico no Congresso Nacional. A lógica que a água não pode ser um produto comercializado é lindo no discurso. Na prática é atraso no tratamento de um bem tão importante que é a água e com consequências danosas ao meio-ambiente. E o Brasil está atrasado quando o assunto é saneamento básico.
Uma década de uma obra importante. Uma década perdida. Resta a dúvida se a nova gestão municipal vai tentar finalizar dentro do seu mandato ou vai deixar se arrastar. Com a palavra, o prefeito e o secretário de infraestrutura.