O Ministério Público Federal está ajuizando uma ação civil pública contra a Jovem Pan.
Segundo o MPF, a “requisição se deve ao alinhamento da emissora à campanha de desinformação que se instalou no país ao longo de 2022 até o início deste ano, com veiculação sistemática, em sua programação, de conteúdos que atentaram contra o regime democrático”.
Os canais no Youtube e na TV paga não se enquadram no caso porque não se tratam de radiodifusão.
Entendo quem teve a ideia dessa ação, a Jovem Pan sistematicamente entrou de cabeça nas narrativas do ex-presidente Jair Bolsonaro, quando percebeu que passava do limite – o Youtube cortou a monetização dos canais JP – a emissora resolveu mudar para algo menos acintoso.
Saiu demitindo comentaristas de extrema direita, entre eles Rodrigo Constantino, Augusto Nunes, Paulo Figueiredo, Ana Paula Henkel, Guilherme Fiuza, Caio Coppolla e outros.
Se dizendo “jornalismo independente”, a emissora continua com uma linha editorial mais à direita, mas parou de alimentar teses contrárias e delirantes à urna eletrônica e as vacinas. Cassar a concessão pública de uma rádio ou TV é muito delicado.
A Jovem Pan merecia alguma punição, e de certa forma já foi punida ficando sem monetização dos canais do Youtube, mas cassar a concessão da rádio acho radical. Talvez uma multa grande para eles não esquecerem e não repetirem tal prática seria o melhor caminho. Punir a Jovem Pan com a perda da concessão pública lembaria governos autoritários, mesmo partindo do MPF.
O que fazer com a Jovem Pan?
Punir a Jovem Pan com a perda da concessão pública lembaria governos autoritários