
Em Fortaleza, Capitão Wagner (PROS) sai maior dessa eleição apesar da derrota e o vencedor, José Sarto (PDT), vai precisar mostrar serviço após o resultado surpreendente das urnas. Wagner consegue melhorar o resultado de 2016 tendo a prefeitura, o governador do estado e todo o establishment político local na candidatura do adversário.
Sarto tinha uma ampla coligação e ganhou o apoio de praticamente de todos os partidos dos outros candidatos do primeiro turno. Mais do que isso: Ibope da véspera da eleição cravava 61% a 39% para o candidato do PDT. Abre-se as urnas e ele venceu com 51,69%. Pesquisa com 10 pontos de margem de erro é impossível e inaceitável. O resultado de uma pesquisa eleitoral influencia em qualquer eleição. Dependendo do resultado desmotiva a campanha, a militância e o eleitor.
Pior do que aconteceu em Fortaleza, foi em Caucaia. O Ibope dava na véspera 62% dos votos válidos a Naumi Amorim (PSD), atual prefeito e aliado do governador Camilo Santana (PT), e 38% a Vitor Valim (PROS). Valim venceu a eleição com 51,08%.
O clã dos Ferreira Gomes precisa pegar o resultado de Fortaleza e Caucaia, as duas maiores cidades do estado, para uma análise. Se foram apenas resultados inesperados ou bateu o cansaço do grupo político que manda no estado. Seja que conclusões serão tiradas dos resultados do dia 29, o sinal de alerta foi ligado no Palácio da Abolição (sede do governo estadual).


