Entrevista com o advogado Carlos Augusto Goes Mota
A seguir uma entrevista com o advogado Carlos Augusto Goes Mota, que foi o responsável pela parte jurídica da campanha vitoriosa do prefeito eleito de Tejuçuoca/CE, Antunizio de Brito – Britinho.

O senhor teve um papel importante na última eleição em Tejuçuoca, como advogado, esperava esse protagonismo?
Em verdade, creio que eu não deveria ter tido protagonismo algum, a meu ver, quem deve aparecer são os candidatos. Ocorre que, o líder da coligação derrotada levou a campanha política para os tribunais com objetivo de tirar proveito disso e se deu mal.
Venceu todas as disputas jurídicas que enfrentou, principalmente as ações de impugnação contra o candidato a vice-prefeito Guto Mota (seu irmão) e por unanimidade nas duas instâncias recursais. Deixo minhas congratulações.
Fui responsável por 23 candidaturas de vereadores, assim como pela chapa majoritária de Prefeito e Vice-Prefeito, sendo deferido o registro de todas essas candidaturas e confirmadas as condições de elegibilidade sempre que colocadas à deliberação da justiça eleitoral. Suspendi a divulgação de 2 (duas) pesquisas eleitorais “fraudulentas” contratadas pelos “amigos” do Sr. Edilardo Eufrásio junto a institutos carentes de credibilidade e que não atendiam aos requisitos legais para realização de pesquisas. E, ao final, fui responsável pelas defesas técnicas nas “fantasiosas” impugnações realizadas pela coligação derrotada em desfavor do Vice-Prefeito eleito e meu irmão Guto Mota.
Ressalto que, o Ministério Público Estadual (fiscal da lei) não impugnou a candidatura do Guto Mota em nenhuma das 2 (duas) oportunidades em que analisara suas condições de elegibilidade (candidatura a vereador e posterior candidatura à Vice-Prefeito), tendo emitido parecer favorável ao seu registro de candidatura em duas oportunidades. A coligação derrotada, de forma temerária e absolutamente carente de fundamentação legal, impugnou o registro de candidatura de Guto Mota sob o frágil argumento de que ele não teria se afastado da Presidência da UVC-Ceará. Na minha opinião, a coligação derrotada, percebendo que não tinha mais o apoio popular, tentou criar um “factóide” político para ser explorado.
Tejuçuoca tem seu próprio “Donald Trump” que não aceita a derrota e tenta de todas as formas se perpetuar no poder. Perder e ganhar faz parte de nossas vidas! Não aceitar a decisão do povo beira à loucura e expõe ao ridículo!
Esperava os placares por unanimidade pela acusação frágil ou surpreendeu?
Na qualidade de operador do direito, acredito na justiça e sempre tive convicção que o resultado seria favorável, portanto, foi dentro do esperado.
Pode contar por que o ex-prefeito João Mota (seu pai) teve que renunciar ao posto de vice?
A vida de meu pai é, foi, e sempre será “ajudar as pessoas”. Não conheço ninguém de coração tão grande e acolhedor quanto ele! Ele não precisa de “cargo” para continuar ajudando as pessoas. Estará sempre perto do povo de Tejuçuoca. Ele foi lançado Vice-Prefeito para ajudar à candidatura do Britinho. Meu pai foi prefeito há mais de 16 (dezesseis) anos. Na época, não havia as ferramentas de controle de gestão hoje existentes e, por falhas alheias ao seu raio de atuação, ele foi condenado por “atecnias” contábeis. Tal condenação vem sendo discutida há anos e, às vésperas do período eleitoral, teve movimentação no Superior Tribunal de Justiça – STJ que poderia vir a atrapalhar a chapa majoritária, motivo pelo qual orientei pela necessidade de substituição para que não pairasse nenhum risco à eleição do Prefeito Britinho.
O seu nome foi cotado pré-candidato antes da campanha. Deseja disputar um cargo político no futuro ou pretende contribuir nas disputas com o serviço da advocacia, mesmo?
Política é doação e vocação! A advocacia consome todo meu tempo e energia e me tira a possibilidade de exercer a “doação”, assim como não me sinto vocacionado para o exercício de cargos eletivos. Agradeço o respeito e confiança do povo no período acima citado, todavia, por apego à transparência e verdade, afirmo que a disputa por cargos eletivos não está nos meus planos de vida, e, principalmente, que não é momento de se falar em futuros pleitos eleitorais. Devemos todos, nesse momento, enquanto cidadãos tejuçuoquenses, darmos as mãos e procurar colaborar na gestão do Prefeito Britinho que se inicia em janeiro de 2021.
Como está em voga e como advogado, o que acha da vacinação obrigatória contra a Covid-19?
Essa doença tirou muitas vidas e não vejo nenhum argumento minimamente aceitável para rechaçar o uso da vacina. A meu ver, deve o poder público tentar abreviar ao máximo a disponibilização das vacinas à população.
O que espera do novo governo no município e pretende colaborar de alguma forma na gestão do prefeito Britinho?
Não pretendo assumir cargos, nem tampouco participar de decisões administrativas que cabem aos gestores que assumirão suas pastas em 2021. Tenho absoluta certeza que nosso Prefeito Britinho saberá tomar as decisões, assim como soube escolher secretários capacitados para auxiliá-lo em sua árdua missão. Estarei à disposição para ajudar no que estiver ao meu alcance, sempre que for solicitado.