Marco Antonio Villa x Jair Bolsonaro

Quem tinha convicção em não votar em Bolsonaro reforçou ainda mais ao assistir o debate

Era uma chance de ouro do nobre deputado provar que não é o “ogro” que dizem que é. Só que ele não aproveitou a chance. Na verdade, Bolsonaro tergiversou os 40 minutos de discussão com a ideia fixa que ele tem sobre ideologia, desarmamento, defender o regime militar e de sua honestidade (como se fosse mérito ser honesto mesmo neste momento).

Economicamente, Jair Bolsonaro só sabe do nióbio e do grafeno. E projetos megalomaníacos que justificam sua adoração pelos presidentes militares, além do próprio ser militar reformado.

Não aproveitou nem a chance de explicar o rolo da doação que a JBS fez pra ele na campanha de 2014. Se enrolou novamente ao tentar explicar como ele devolveu a doação ao partido e recebeu de volta a mesma doação.

Quem tinha convicção em não votar em Bolsonaro reforçou ainda mais ao assistir o debate na Jovem Pan. O intelecto do deputado não tem o nível de um presidente da República, onde há desafios complexos que fogem da questão ideológica pura e simples. É o mesmo nível intelecto de Dilma Rousseff, só que com o sinal trocado.

Datafolha: Lula, o ‘intocável’; Bolsonaro, a sombra dos políticos tradicionais

A ultra polarização nas eleições pelo mundo parece que vai aterrizar no Brasil

Datafolha mostra Lula (PT) ampliando vantagem na corrida eleitoral de 2018, e Jair Bolsonaro (PSC) chega ao segunda lugar.

No primeiro cenário, Lula tem 30%, Bolsonaro pula de 9% para 15%, Marina Silva (Rede) cai de 15% para 14%, Aécio Neves (PSDB) 8%, e Ciro Gomes (PDT), 5%, com Michel Temer (PMDB) tendo 2%.

No segundo cenário, Lula sobe de 26% para 30%, Marina cai para 16%, Bolsonaro sobe de 8% para 14%, Geraldo Alckmin (PSDB) cai de 8% para 6%, em empate com Ciro, e Temer aparece com 2%.

No terceiro cenário, já com o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), Lula aparece com 31%, Marina, 16%, Bolsonaro, 13%, Doria, 9%, Ciro, 6%. Temer e Luciana Genro (PSOL), com 2%, Ronaldo Caiado (DEM) e Eduardo Jorge (PV), com 1%, fecham a lista.

O quarto cenário é sem Lula. Marina lidera com 25%, seguida de Bolsonaro com 14%, Ciro, 12%, João Doria, 11%, Luciana, 3%, Eduardo Jorge, 2%, e Caiado, 2%.

Esses números mostram Lula com uma força eleitoral inexplicável, Bolsonaro se consolidando como o outsider, mesmo estando anos na política, João Doria como a única esperança tucana. Marina Silva ainda é lembrada, mas caindo pesquisa atrás de pesquisa. Aécio Neves, com 51 milhões de votos na eleição de 2014, é carta fora do baralho presidencial. Já Geraldo Alckmin, não mostra poder de fogo para insistir na candidatura. Ciro Gomes é carta reserva da esquerda se Lula não for candidato – por livre espontânea vontade ou impedido pela justiça.

Lula e Bolsonaro são dois extremos. A ultra polarização nas eleições pelo mundo parece que vai aterrizar no Brasil. Pode ser retórica, mas o discurso de pré-campanha de Lula é de radicalização e até vingança por tudo que ele está passando. Bolsonaro é o que todos já estão cansado de saber. Que deus tenha misericórdia desta nação – ou não.

João Doria é o único que salva o PSDB contra Jair Bolsonaro

João Doria é o antiLula, antiBolsonaro e antitucano ao mesmo tempo

A primeira pesquisa de alcance nacional de olho na eleição presidencial de 2018 confirmou o que muitos desconfiavam: João Doria é a grande sensação da política. Só ele salva o PSDB de ficar de fora do segundo turno pela primeira vez desde 2002.

Os grão-tucanos – Alckmin, Aécio e Serra -, além de ficarem muito atrás de Doria, estão com índices de rejeição altíssimos. Aécio Neves, que por muito pouco não derrotou Dilma Rousseff em 2014, está com 66% de opinião negativa, superando Lula.

Além de pulverizar os últimos candidatos tucanos, Doria é único que desidrata e ameaça a candidatura de Jair Bolsonaro, consolidado na segunda posição. Lula é o líder em todos os cenários pesquisados e Marina Silva fica em terceiro em dois cenários e cai para o quarto lugar com a entrada do prefeito de São Paulo na disputa.

Mais um ponto a favor de Doria é a baixíssima rejeição: 23%. Mas o número que dizem não o conhecer é de 53%, o que explica, em parte, a baixa rejeição. Uma boa campanha no horário eleitoral e tudo resolvido.

Mesmo ele dizendo que não é candidato, que seu candidato a presidente é Geraldo Alckmin, se os números se mantiverem assim até o meio de 2018, Doria não vai poder negar o apelo do partido e o próprio PSDB, inclusive a ala contrária à sua candidatura, vai ter que apostar nele sob pena de não estar nem no segundo turno da eleição.

João Doria é o antiLula, antiBolsonaro e antitucano ao mesmo tempo.

Estar ao lado de Bolsonaro não é pensar como ele

bolsonaro

É complicado para quem é ou virou oposição ao PT ter que ficar ao mesmo lado de figuras como Jair Bolsonaro, Levy Fidelix, Marco Feliciano, Silas Malafaia, Magno Malta e outros. Mas ser oposição ao PT não significa ter as mesmas ideias reacionárias, ultraconservadoras e algumas homofóbicas e racistas dessa turma.

O mais complicado é lidar com os fãs de Bolsonaro, uma trupe forte que está impregnada por toda a internet, principalmente nas redes sociais. Só que ninguém pode perder o direito de pensar e ter opinião por medo de ser associado a um “bolsominion” – nome dado aos fãs de Jair Bolsonaro.

Jair Bolsonaro presidente seria uma tragédia para o Brasil

Jair Bolsonaro é um militar reformado e adorador do regime militar. Bolsonaro é representante da direita nacionalista, que defende repressão do Estado

bolsonaro-bonecopixulecoO polêmico deputado Jair Bolsonaro (PSC/RJ) não mede as palavras quando se pronuncia publicamente, principalmente quando assunto é questões LGBT. Bolsonaro virou inimigo da causa gay juntamente com o Pr. Silas Malafaia, Marco Feliciano e outros. Ele também tem uma legião de seguidores que o chama nas redes sociais de “Bolsomito”. O deputado tem a pretensão de ser candidato na eleição presidencial de 2018.

Jair Bolsonaro ficou com uma média de 4,5% na pesquisa Datafolha de dezembro de 2015. Ele já tinha sido o deputado eleito pelo Rio de Janeiro mais votado, com mais de 464 mil votos. Nas megas manifestações do dia 13/03, Bolsonaro foi vaiado e um dos poucos políticos que foram aplaudidos.

Jair Bolsonaro é um militar reformado e adorador do regime militar que vigorou no país entre 1964 e 1984, e acha que a ditadura foi necessária para impedir os comunistas de implementarem a ditadura do proletariado. Fora o discurso que ele acha que não é homofóbico, mas incentiva à homofobia, Bolsonaro é representante da direita nacionalista, que defende repressão do Estado contra os que ele acha ser subversivos.

O PIB brasileiro cresceu 6% em média de 1970 a 1984, mas a custo da liberdade, da democracia, aumento do número de miseráveis e da fome, de mortes e desaparecidos quem lutou contra a ditadura. E também da corrupção em obras faraônicas que, obviamente, não vieram à tona em sua plenitude por causa da censura imposta pelos militares. Tudo isso descrito é defendido pelo Jair Bolsonaro. Agora imagina um cara desse na presidência da República.