O hoje segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto para presidente e primeiro sem o Lula na disputa, Jair Bolsonaro mandou o PEN, que estava em processo para trocar de nome para Patriota, a pedido do próprio Bolsonaro, para o espaço e vai se filiar ao PSL.
Em nota assinada pelo presidenciável e o presidente da legenda Luciano Bivar, eles afirmam que “Tanto para o presidente Luciano Bivar, quanto para o deputado Jair Messias Bolsonaro, são prioridades para o futuro do país, o pensamento econômico liberal, sem qualquer viés ideológico, assim como, o soberano direito a propriedade privada e a valorização das forças armadas e de segurança. Ambos comungam também da necessidade de preservar as instituições, proteger o Estado de Direito em sua plenitude e defender os valores e princípios éticos e morais da família brasileira”.
Bolsonaro e Adilson Barroso se desentenderam porque o candidato queria 23 de 27 diretórios do PEN/Patriota, segundo Barroso. Já Bivar, segundo informações, aceitou que o Bolsonaro tenha total autonomia no partido e pode ser o candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo deputado.
Com a chegada de Jair Bolsonaro ao PSL, que poderá mudar de nome, o movimento Livres vai sair do partido que tentava ter maioria para controla-lo. Livres e Bolsonaro divergem em muitos pontos. O movimento acusa o deputado-militarista de ser estatista de direita e ser contra a liberdade individual em casos da sexualidade e na questão das drogas – Livres é um movimento liberal “puro”.
O grande problema do Livres, que é uma ideia boa em defesa do liberalismo na política institucional, é justamente esse puritanismo de não querer se misturar com conservadores ou quem é mais ortodoxo. Após surgir a notícia de Bolsonaro no PSL, sugeriram que o Livres fosse para o partido NOVO, mas alguns adeptos do Livres acham a direção nacional do NOVO centralizadora. Essa galera libertária e anarcocapitalista não entende que só com união se ganha uma guerra e isso vale para política.
A esquerda é muito mais unida que a direita no Brasil. Também há divergências sérias no campo esquerdista, mas na hora das eleições deixam por um momento as divergências de lado para derrotar o outro lado.



