Sempre a gloriosa PM de São Paulo

Essa briga Alckmin x alunos vai custar caro eleitoralmente ao governador e ao PSDB

alckmin

O PSDB não se emenda, principalmente o PSDB de São Paulo e sua Polícia Militar. O que aconteceu na terça-feira, 1º, em mais um dia de ocupação de alunos nas escolas e protesto nas ruas contra a reorganização escolar proposta pelo Governo do Estado foi mais do que lamentável, foi vergonhoso. Lembrou os tempos sombrios da repressão dos ditadores militares. Inclusive, com prisões de líderes da UNE (União nacional dos Estudantes) e agressão da PM paulista em alguns estudantes que reagiram e não aceitam a reintegração das escolas. Não sou desses que tratam a polícia como inimiga, exterminadora de pobres e negros, mas as PMs do Brasil dão motivos para críticas.

Não sei se essa reorganização escolar do governo Alckmin é boa ou ruim para a educação de São Paulo. Mas essa crise com os alunos deve arranhar a imagem de grande gestor do governador Geraldo Alckmin. Pior: aumenta o sentimento na população que o PSDB é um partido da elite e sua polícia é truculenta até com alunos. Isso prejudica o partido como um todo e, principalmente, o plano presidencial de Alckmin.

A crise hídrica não foi suficiente para abalar a credibilidade de Alckmin, reeleito no primeiro turno na eleição 2014. Crise da água, a demora nas obras do metrô com direito a escândalo de formação de cartel pelas empreiteiras Alstom e Siemens, o desgaste natural de 20 anos de governos tucanos em São Paulo. Uma hora o copo transborda e a população perde a paciência.

Ninguém entende muito da tolerância dos paulistas com os tucanos. Opositores mais fanáticos chamam São Paulo de Tucanistão. Acho que essa paciência do eleitor paulista com os tucanos é mais por falta de uma alternativa forte e alta rejeição do PT no estado. Enquanto não aparecer um nome viável para disputar o governo de São Paulo, uma opção forte, o povo paulista vai continuar votando no PSDB.

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Autor: João Paulo

Editor-chefe de Brasil Decide

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