
O presidente Michel Temer faz história. Depois da intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro, agora a criação do Ministério da Segurança Pública e um militar, por enquanto interinamente, para comandar o Ministério da Defesa. Raul Jungmann passa da Defesa para Segurança Pública, dentre os nomes que a imprensa especulava é o melhor para o cargo por ter liderado várias GLOs (Garantia da Lei e da Ordem). Desde a criação do Ministério da Defesa, em 1999, no governo FHC, nunca um militar havia chefiado o ministério que comanda as Forças Armadas.
É claro que teria o “choro” da turma que acha um “retrocesso” um militar comandar a pasta dos militares. A turma que ainda teme que os militares tomem o poder novamente. Já passou da hora de deixar essa mania de demonizar o Exército, Marinha e Aeronáutica, que existem para proteger a nação.
Além da esquerda revolucionária e “caviar”, os “zé planilhas” criticam a criação de um novo ministério por receio de aumentar o custo público. O certo seria ter no mínimo 20 ministérios. Ao assumir a presidência, Temer trabalhava com a ideia de ter de 22 a 25 ministros, mas por foça maior está chegando ao 29º – 10 a menos que Dilma.
Mas o novo ministério não vai aumentar custos. A nova pasta vai incorporar atribuições do Ministério da Justiça, como PF, PRF, Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN) e Secretaria Nacional de Segurança Pública (Força Nacional). O objetivo é fazer um trabalho interligado com secretarias estaduais para começar tardiamente reorganizar a segurança pública no combate ao crime organizado. É o governo federal depois de anos a violência crescente e homicídios por ano chegar ao inacreditável 60 mil mortes no país, muito mais que em países em guerra, tomando as rédeas desse problema que fugiu do controle.