Perdigão é o novo alvo da patrulha

O Brasil cansa. Na verdade o que cansa são esses pseudos “justiceiros sociais” que se intitulam agora de “resistência” a um governo que nem começou. E ainda se dizem resistência em nome de terceiros como se tivessem uma procuração assinada por negros, homossexuais, índios, mulheres, anões etc.

A nova implicância da turma da resistência “ninguém solta a mão de ninguém” é com um comercial de natal da Perdigão. O comercial mostra duas famílias na ceia natalina e a mensagem é caridade, doar para quem precisa. A turma não gostou e está acusando o comercial de ser racista e incentivar o assistencialismo no lugar de caridade e solidariedade.

Mas no próprio vídeo (abaixo) do comercial você percebe que a família que recebe a doação não é homogênea. É uma família típica brasileira formada por negros, brancos e pardos. A teoria que uma família negra está sorrindo por um presente de uma família branca representando o racismo não se sustenta e apenas desacredita a caridade, a solidariedade.

O que está por trás desse mais novo protesto raivoso é o medo de perder o monopólio da virtude – seriamente ameaçado. Só quem é progressista pode levantar bandeiras supostamente de esquerda. Uma empresa capitalista não tem o direito a usurpar bandeiras da esquerda, dizem os justiceiros sociais de internet. Tudo tem que ficar no seu lugar: capitalistas opressores vs justiceiros sociais anjos da guarda dos oprimidos.

Não se tocaram ainda que essa narrativa oprimido vs opressor está desgastada. A derrota nas urnas não foi recado suficiente da população cansada da ditadura do politicamente correto, de inversões de valores muito um projeto de domínio pensado por grupos organizados e partidos políticos que usam bandeiras sérias contra o racismo, homofobia, machismo para fins não nobres.

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Autor: João Paulo

Editor-chefe de Brasil Decide

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