O Brasil cansa. Na verdade o que cansa são esses pseudos “justiceiros sociais” que se intitulam agora de “resistência” a um governo que nem começou. E ainda se dizem resistência em nome de terceiros como se tivessem uma procuração assinada por negros, homossexuais, índios, mulheres, anões etc.
A nova implicância da turma da resistência “ninguém solta a mão de ninguém” é com um comercial de natal da Perdigão. O comercial mostra duas famílias na ceia natalina e a mensagem é caridade, doar para quem precisa. A turma não gostou e está acusando o comercial de ser racista e incentivar o assistencialismo no lugar de caridade e solidariedade.
Mas no próprio vídeo (abaixo) do comercial você percebe que a família que recebe a doação não é homogênea. É uma família típica brasileira formada por negros, brancos e pardos. A teoria que uma família negra está sorrindo por um presente de uma família branca representando o racismo não se sustenta e apenas desacredita a caridade, a solidariedade.
O que está por trás desse mais novo protesto raivoso é o medo de perder o monopólio da virtude – seriamente ameaçado. Só quem é progressista pode levantar bandeiras supostamente de esquerda. Uma empresa capitalista não tem o direito a usurpar bandeiras da esquerda, dizem os justiceiros sociais de internet. Tudo tem que ficar no seu lugar: capitalistas opressores vs justiceiros sociais anjos da guarda dos oprimidos.
Não se tocaram ainda que essa narrativa oprimido vs opressor está desgastada. A derrota nas urnas não foi recado suficiente da população cansada da ditadura do politicamente correto, de inversões de valores muito um projeto de domínio pensado por grupos organizados e partidos políticos que usam bandeiras sérias contra o racismo, homofobia, machismo para fins não nobres.
Não é recente e se aprofunda cada vez mais a militância ideológica na imprensa nacional e internacional. Em tempos de polarização acirrada vira instrumento na guerra de narrativas e domínio cultural. A disputa não é mais entre comunismo contra capitalismo, até porque já está mais que comprovado que comunismo além de não funcionar economicamente (caos) e socialmente (aprofunda a miséria) tira a liberdade. Sai Karl Marx; entra Antonio Gramsci e a teoria que não se muda um sistema por meio de revolução armada, o filosofo marxista italiano defendeu que a revolução tem mais chance de êxito por meio cultural, ou seja, entrar dentro do sistema para transforma-lo. É aí que entra a imprensa.
Causa estranheza críticas de quem se diz liberal no campo econômico contra a
Já quando o navio se choca com o iceberg e era questão de horas para ele afundar, o capitão se vira para o dono do Titanic e fala: “acho que terá sua manchete”. Não era a manchete que o dono queria, mas foi a que ele e o capitão, o segundo por não resistir a tentação do ego inflamado, provocaram. As cenas do navio afundando são de uma dramaticidade contagiante. Fora a questão técnica perfeita levando você para a fatídica noite de 14 de abril de 1912, você se emociona assistindo impotente as pessoas desesperadas tentando entrar nos botes e não tendo lugares suficientes para mais de 2000 pessoas, uma mistura de desespero e resiliência.
Famílias sendo separadas. Tentativa de suborno para furar fila dos botes retratando a corrupção e a mensagem que o dinheiro não compra tudo. Nos minutos antes do Titanic afundar, todos se misturam cada um em busca de se salvar. Quem tem quem dinheiro e poder, tem melhor sorte. Só que não tem lugar para todos os privilegiados. Fica a imagem de corpos bolhando no meio do oceano após o navio afundar nas profundezas do atlântico.