
O Brasil está de luto pela perda irreparável do jornalista Ricardo Boechat, que morreu tragicamente na segunda-feira, 11, quando o piloto do helicóptero (também morto) que o transportava tentou fazer um pouso de emergência no Rodoanel entre São Paulo e Campinas e colidiu com um caminhão que passava na hora.
A repercussão da morte de Boechat, como se fosse um herói nacional, mostrou uma unanimidade poucas vezes vista. Além de excelente âncora de telejornal, de rádio, repórter, Ricardo Boechat não limitava sua atuação só em reportar a notícia e do seu jeito dava sua opinião às vezes de forma ácida ou sarcástica.
Mas nunca usava o microfone para proselitismo de qualquer espécie. Tinha opinião e a expressava, mas nunca para agradar ou defender um partido político.
Diferentemente de Gilberto Dimenstein, que não tem pudor para publicar no seu Catraca Livre fotos de jogadores da Chapecoense recém mortos ou usar a imagem do Ricardo Boechat para fazer crítica política ao governo de quem faz oposição.
Elogiar a independência jornalística e fazer homenagem ao Boechat é muito válido e obrigatório nesse momento. Usar o cadáver do jornalista para embasar uma crítica política só mostra a índole podre de quem faz.

Caio Coppolla explanou o fato de uma forma muito mais brilhante do que eu no programa Morning Show da Jovem Pan e foi acusado injustamente de querer politizar a morte de Boechat pelo colega de bancada Fernando Oliveira (Fefito) em uma defesa patética da “imprensa”, que, na verdade, era em defesa do Catraca Livre e do BuzzFeed.
O segundo veículo usou um vídeo de um comentário do Boechat de 2016 criticando o então deputado Jair Bolsonaro pela homenagem ao Brilhante Ustra no seu voto na sessão do impeachment, depois da péssima repercussão apagou e postou um outro vídeo onde Boechat criticava Lula.
Caio criticava não era imprensa e a liberdade de expressão, como o apresentador Edgard Piccoli jogou na cara do garoto, ele sempre sai em defesa de Fefito contra o Coppolla, mas a imprensa “caça clique” e abutres que usam caixões de palanques políticos.
Caio Coppolla é a grande revelação do jornalismo e equilibrou um pouco um ambiente extremamente hostil contra quem não reza a cartilha progressista. Caio trouxe um pouco de pluralidade ao jornalismo, mesmo em um programa de entretenimento sobre vários assuntos de variados gêneros.