Fiz um novo teste de internet para aferir a minha linha política-ideológica (aqui). O resultado apesar de não surpreender, divergiu um pouco do teste anterior que fiz lá pelo já longínquo ano de 2014 (aqui). Não surpreendeu porque já são 6 anos, mais de meia década. Não sou o mesmo de 2014 e o mundo também não. Aliás, o mundo está cada vez mais dinâmico. Acontecimentos do dia são soterrados pelos acontecimentos do dia seguinte, e às vezes em questão de horas.
Mas, apesar de não ser o mesmo de 6 anos e essa dinâmica frenética, o meu novo teste ideológico não mudou muito. Hoje estou entre o socialismo liberal (social-liberal) e o liberalismo verde. No final do teste o site providencia um certificado (aqui) marcando sua posição com caricaturas de personalidades históricas e da atualidade. Fiquei entre Nelson Mandela e Caroline Patricia Lucas, uma política britânica do Partido Verde da Inglaterra e do País de Gales.
Meu teste anterior me marcava na social-democracia. O social-liberal é próximo do social-democrata, com algumas divergências pontuais. Já o liberalismo verde também está dentro do que pode ser uma social-democracia. Por isso disse no início que o atual teste divergiu um pouco do anterior, não uma mudança radical.

Bem, o que quer dizer social-liberal e liberalismo verde? O primeiro é ser adepto a uma economia de mercado e defender políticas públicas, seja de compensação social ou mesmo de regulação da economia. A principal diferença entre o social-liberal para o social-democrata é que o segundo deseja muita intervenção estatal na economia enquanto o primeiro deseja corrigir distorções porque entende que o mercado não é perfeito. O liberalismo verde vai na mesma linha do socialismo liberal, mas focado na proteção ambiental e em uma economia sustentável cada vez mais necessária. Eu não tinha essa preocupação “verde” e achava ativistas ambientais radicais. Existem os radiciais em qualquer campo ideológico. Passei a olhar com mais cuidado para a pauta ambiental a partir da gestão do atual ministro do meio-ambiente brasileiro, o lobista dos agropecuaristas, grileiros e “incendiários” de florestas Ricardo Salles.
Ideologia é importante para se ter um guia moral. O problema é quando a pessoa se fecha a ela e a usa como uma religião. Rever ideais e até mudar de posicionamento em determinados assuntos não torna você uma biruta de aeroporto. Guerras são provocadas por radicalismos e certezas imutáveis.