Minha ideologia política

Nessa guerra virtual ideológica, principalmente na internet, já escrevi que prefiro o meu autismo. Mas o foco deste post é sobre meu posicionamento político.

Apesar de discordar muitas vezes da direita quanto da esquerda, tenho posição política. Mesmo aquele que prefere o centro político, o popular “centrão”, tem uma posição ideológica. Sempre existirão direita e esquerda no espectro político. Apenas as bandeiras dos dois lados que variam de acordo com a época vigente.

No Brasil, a pulverização de partidos, que já chega a mais de 30, deixou o quadro ideológico uma verdadeira zona, ninguém sabe quem é quem nesse mar de siglas. Muitas de aluguel que só servem para políticos sem representação chegarem ao fundo partidário, que é público.

Meu posicionamento ideológico é esquerda liberal, de acordo com esse teste de Veja.com, ou seja, defendo que o Estado deva participar sim da economia sem deixar de lado as liberdades individuais.

Sou Social-democrata que vota no PT e no PSDB.

teste-ideologico

Concordo com a esquerda e tem momentos que concordo com a direita. Não sou “reaça”. Assim como não sou “petralha” por votar no PT. Ter uma ideologia não significa defendê-la cegamente.

Defendo um modelo de governo sem muito intervencionismo estatal: não ao capitalismo de Estado, não a gastança, não a alta burocracia, não a um Estado inchado. São políticas liberais, mas não me fazem um liberal. Apenas um realista que acha que um pouco de racionalidade é bom. Defendo políticas sociais como Bolsa Família, por exemplo.

Não concordo com a ideia esquerdista de que bandido é bandido por falta de oportunidades e por causa da pobreza. Esse discurso acaba sendo preconceituoso com os pobres que não são bandidos, que é a maioria. Bandido é bandido por escolha não porque é pobre. Ou como me explica o amigo esquerdista sakamotiano que exista gente com muitas oportunidades e que mesmo assim é bandido? Tem bandido pobre e bandido rico, o de colarinho branco – políticos e empresários.

Não concordo com o direitista que acha que bandido bom é bandido morto e com justiça com as próprias mãos. Em um Estado de direito isso não cabe. Mas concordo com a diminuição da maioridade penal para crimes hediondos. Não pode um simples ladrão que furta um relógio ficar junto com um Champinha.

Seja esquerda (moderada ou radical) ou direita (conservadora ou liberal), o importante é aceitar a opinião contrária. Lembre-se que debate é confronto de idéias e não reunião entre amigos ou octógono de MMA.

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Autor: João Paulo

Editor-chefe de Brasil Decide

2 comentários em “Minha ideologia política”

  1. Olá, JP!
    Basicamente, temos um posicionamento político parecido. Exceção feita à maneira como vemos a violência urbana. Pra mim, ela realmente é fruto (pelo menos em parte) das desigualdades sociais. Algo provado por diversos estudos, inclusive. Quando se nasce numa favela, numa família desestruturada, a chance de um adolescente se enveredar pelo crime é imensamente maior do que a de uma pessoa que sempre estudou em boas escolas e viu seu caminho para a vida adulta bem pavimentado. Reduzir essa vulnerabilidade social é, sem dúvida, o melhor caminho para diminuir os índices de criminalidade.
    Abraço!

    1. Bom argumento! Apesar de eu achar que mesmo que a pessoa tenha nascido na pobreza absoluta ainda não dê para classificar a pobreza sozinha como responsável por ela ter caído no mundo do crime.

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