Guedes fracassou

A política de austeridade de Guedes não deu resultado antes da pandemia e dificilmente dará no pós

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Há um plano para derrubar o presidente Jair Bolsonaro. O plano consiste em duas frentes: desgastar a imagem de Bolsonaro continuando a exploração do caso Queiroz/Flávio e os cheques para Michelle tentando colar a pecha de corrupto nele, mesmo não tendo um caso de corrupção diretamente do governo desde a posse do presidente; jogar o mercado financeiro contra o governo usando a tática que foi usada contra Dilma. As duas operações já estão em pleno vapor e se unem com a ofensiva do STF contra o governo.

Saída pelo impeachment é por ora inviável pelo presidente está afinado com o Congresso e sua popularidade em crescimento nem a oposição de esquerda ter votos. Mas surge a união da elite financeira, mídia e oposição de direita. A grande mídia nunca aceitou a eleição de Bolsonaro, mas percebeu que não vai derrubá-lo com apenas clichês como o “ninguém solta a mão de ninguém”. A Faria Lima está incomodada com a insatisfação de Jair Bolsonaro com Paulo Guedes e o medo de o presidente romper com a política econômica ultraliberal, o descalabro fiscal que foi o governo Dilma assusta os donos do dinheiro. Parte da direita não bolsonarista já rompeu com o governo na saída de Sergio Moro, a outra parte só espera a saída de Paulo Guedes.

Mas a política de austeridade de Guedes não deu resultado antes da pandemia e dificilmente dará no pós, quando o mundo discute gasto público abundante para recuperar a economia mundial devastada pelo coronavírus. Paulo Guedes não consegue elaborar um plano para a economia brasileira. Na verdade o seu plano é a capitalização que fracassou ao tentar incluir na reforma da Previdência e a desoneração na folha de pagamento das empresas criando um imposto rejeitado pela população e pelas principais economias. A tão badalada equipe econômica é ineficiente por ser um ministério hipertrofiado. O presidente deveria dissolver a pasta da Economia em vários ministérios para tornar mais eficiente. Poucos ministérios não necessariamente deixam governos mais eficientes.

A proposta do Guedes para uma renda básica era cortar quase três dezenas de programas sociais (entre eles Farmácia Popular, abono salarial, seguro defeso, deduções do IR). Tirar de pobres e da classe média para dar a pobres, uma obscenidade.

Mesmo com a saída de Moro, Bolsonaro não perdeu apoio significativo e tenho dúvidas se a saída de Guedes provocará estrago grande.

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Autor: João Paulo

Editor-chefe de Brasil Decide

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