
Os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva fizeram uma reaproximação histórica. Ambos se encontraram em um almoço patrocinado pelo ex-ministro Nelson Jobim.
FHC saiu do encontro declarando voto em Lula contra Bolsonaro. A fala gerou reação no tucanato que fez FHC reforçar de que apoiará o candidato do PSDB, mas caso não chegue no segundo turno, não vota no atual mandante.
A aproximação de dois ex-rivais eleitorais dos partidos que governaram, juntos, o país por duas décadas deveria sinalizar que é possível uma aliança para uma frente ampla.
Mas a reação, principalmente tucana, ao encontro inviabiliza uma aliança PSDB-PT no primeiro turno e difícil até no segundo turno. Lembrando que no segundo turno em 2018 o PSDB não declarou apoio a nenhum dos candidatos e muitos tucanos individualmente declararam voto a Bolsonaro.
Portanto, o gesto de FHC e Lula foi mais simbólico e pessoal do que um começo de uma união eleitoral entre os partidos. E favoreceu mais ao petista do que aos tucanos, pois mostrou um Lula aberto ao diálogo e democrata.