
Olavo de Carvalho morreu. Uns lamentam, outros fazem troça e até comemoram. Eu ficarei na minha só observando essa polarização da morte.
Comemorar a morte de qualquer pessoa, por mais detestável a pessoa foi, torna a pessoa que comemora minúscula. Nada cristão. Nada humano.
Se a turma samba em cima de um cadáver, imagina quando o Lula ganhar a eleição. Vão querer todos que votaram em Bolsonaro em 2022 e em 2018 no paredão. Para essa gente impera o ódio e o ressentimento.
Olavo foi polemista e das suas polêmicas brotaram muitos desafetos. Mas é inegável que sua obra fez com que o monopólio cultural e político da esquerda fosse quebrado. A lamentar a forma muitas vezes rude, mas negar a sua importância é negar a história. Sua obra, controversa, deixa um legado.