Dilema tucano

Pesquisa Ipespe/XP Investimentos mostra Lula (PT) liderando a corrida presidencial com 44%, seguido por Jair Bolsonaro (PL) com 24% e Ciro Gomes (PDT) e Sergio Moro (Podemos) empatados em 8% cada. Este é o quadro principal. Depois, vem os candidatos “nanicos” com números tão insignificantes que nomearei apenas um para servir se gancho: João Doria (PSDB), 2%.

Doria foi o candidato escolhido nas prévias tucanas derrotando o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Recentemente, Doria recebeu apoio de FHC, que já havia declarado voto nas prévias, mas nada o faz ganhar pontos nas pesquisas, nem mesmo a fama de ser o “pai da vacina” que o partido usa para quebrar a resistência ao nome do governador paulista. Doria tem na sua rejeição recorde uma âncora que afunda a sua candidatura.

E lá vai o PSDB repetir o desempenho pífio de 2018 quando Geraldo Alckmin terminou em 4° lugar com 5% dos votos válidos e Doria pode bater esse recorde negativo com menos votos, o que faz o agora ex-tucano e o quase vice de Lula abrir um sorriso de orelha a orelha.

Quem também sorrir é Aécio Neves, desafeto público de Doria. Aécio apoiou Leite nas prévias e trabalha nos bastidores para o partido não lançar candidato próprio avisando que a candidatura derrotada de Doria pode inviabilizar o partido na eleição para o Legislativo.

De fato, um candidato com 2% de intenções de voto prejudica o partido na eleição legislativa. Os tucanos vivem um dilema: prosseguir com uma candidatura natimorta ou abrir os olhos para a realidade onde o PSDB não faz mais parte do pelotão de elite.

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Autor: João Paulo

Editor-chefe de Brasil Decide

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