Pablo Marçal (PRTB) abriu o bueiro dessa eleição em São Paulo com insinuações contra adversários. Para fechar com chave de ouro – ou de merda – apresenta um documento falso para “provar” que Guilherme Boulos (PSOL) fez uso de cocaína.
Não demorou muito para a farsa cair. No suposto dia que Boulos teria sido internado ele estava fazendo uma transmissão na internet e no dia seguinte estava participando de doações em uma comunidade. E mais a clínica é de um amigo de Marçal, o registro do médico que assina morreu em 2022, a assinatura nem dele é como mostra matéria do jornal O Globo e o número do documento de Boulos no suposto laudo está errado. Mas o estrago já foi feito e pode ser irreversível. Pode a justiça eleitoral mandar derrubar a postagem, já foi disseminado e entrou na mente das pessoas.
Jogo baixo, rasteiro e crimininoso protagonizado por Marçal. Ele deve achar que vale tudo numa eleição e para confirmar uma tese. Até mentir e falsificar um documento. Em uma disputa eleitoral você usa as armas que tem, mas há um limite ético, moral e, claro, a lei.
Deixando claro que não sou simpatizante de Boulos. Acho que não votaria nele se votasse em São Paulo. Tenho profundas divergências com o seu partido e o histórico do próprio candidato, mas não posso compactuar com o que fez Marçal.