Fator Marçal

A campanha eleitoral de São Paulo desceu ao esgoto. Primeiro, a cadeirada de José Luiz Datena (PSDB) em Pablo Marçal (PRTB) durante o debate na TV Cultura, agora o assessor de Marçal agride com um soco o marqueteiro do prefeito Ricardo Nunes (MDB) no debate do Flow.

Já teve Guilherme Boulos (PSOL) dando um tapa em carteira de trabalho após Marçal colocar na sua cara insinuando que o candidato não trabalha. Os acontecimentos sempre tem Marçal como princípio da confusão.

Pablo Marçal abusa das ironias, sacarsmo e denúncias tiradas da sua cabeça contra adversários. Marçal entrou na campanha para causar e ganhar notoriedade. O próprio fala que não sonha ser prefeito, o que deseja é 2026 e ser presidente da República.

Mas ele passou de uma linha civilizatória. Não pode acusar os outros de crimes graves sem mostrar provas ou mínimas evidências e posar como vítima de “perseguido do sistema comunista”. Esse comportamento do Marçal o levou longe nas pesquisas, mas começou a cair e sua rejeição explodindo.

Está na hora dos demais candidatos fazer um pacto de não agressão para baixar a pressão ou o clima bélico vai para ruas e pode acontecer confrontos sérios entre militantes, eleitores e correligionários dos candidatos. A democracia é justamente para o congraçamento de ideias e propostas para chegar a consensos.

Não vamos permitir que a violência triunfe e entre de vez na política. Não sou inocente, sei que o que engaja nos tempos de redes sociais é a polêmica. Os debates só viram chamativos com confusões e xingamentos.

Mas, repito, não vamos permitir que a violência, seja verbal ou física, se torne o normal em campanhas políticas. É um grito pela lucidez contra a barbárie.

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Autor: João Paulo

Editor-chefe de Brasil Decide

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