
O voto de Alexandre de Moraes pela condenação a mais de 14 anos de prisão a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, mais uma entre tantos que participaram da depredação das sedes dos poderes no dia 8 de janeiro de 2023, chocou muita gente. Choca mesmo.
Choca como milhares foram abduzidos por cretinos que plantaram na mente dessas pessoas mentiras e teorias conspiratórias as levando a cometer um ato tão extremo. Fora os milhões que também foram induzidos, mas, pelo menos, se contiveram e não partiram para uma guerra civil.
O ex-presidente Jair Bolsonaro vem bancar o humanista e compartilhar a dor dos filhos da Débora para sensibilizar os parlamentares na busca pela anistia que pode o beneficiar. Mas ele é o maior culpado por essas pessoas estejam pegando penas duras por parte do STF, que exagera ao condenar Débora (e outros) por uma pichação ridícula em uma estátua, mas o tribunal manda o recado para dissuadir novos 8/1.
Bastava uma palavra do então presidente reconhecendo o resultado da eleição de 2022 fazendo as pessoas nas portas dos quartéis do Exército fossem para suas casas e mandando um recado aos seus eleitores que ele trabalharia na oposição por eles, pelo país, que voltará mais forte em 2026. Mas prevaleceu a sua paranoia, se cercando e ouvindo extremistas, incluindo seus filhos e sua mulher.
Agora está perto de uma condenação por uma tentativa de golpe de estado. E, apesar de dizer que não, Bolsonaro está sim muito preocupado de ser preso e apelando para autoridades dos EUA na inócua tentativa do Trump o salvar da cadeia.
Quanto a Débora, espero que seu sofrimento seja um aprendizado para não idolatrar políticos nem confiar cegamente por ideologia no que escuta/ler.