
Não é fácil escrever o que aconteceu no Rio de Janeiro entre ontem e hoje. Não existe mais possibilidade de conversa e debate. O debate público virou torcida no pior sentido. As pessoas passaram a defender a sua opinião independente dos fatos e defendem o seu lado ideológico com mais vontade do que o seu time de futebol ou a seleção em copa do mundo.
Governador Cláudio Castro (PL), que já possuía as operações policiais mais letais do RJ, conseguiu superar o massacre do Carandiru de São Paulo. 121 a 111. É o placar do campeonato da carnificina.
Para o secretário de Polícia Civil do Rio, Felipe Curi, quem reclama da operação é “narcoativista”. É para aplaudir uma operação que resultou em mais de uma centena de cadáveres, com 4 policiais que deixaram famílias chorando, o palanque perfeito para as eleições.
Mais de uma centena de cadáveres que, mesmo que de alguma forma faziam parte do Comando Vermelho, não é assim que devem ser tratados: condenandos à morte de forma sumária, sem investigação e julgamento. (PS: NÃO EXISTE PENA DE PENA MORTE NO BRASIL e mesmo em países que aplicam a pena capital existem trâmites legais)
Definitivamente, não é esse o modelo bem sucedido de combater o crime.